Maiana pode ter sido estuprada e torturada antes de ser executada

05/06/2012 10:44

 

Autor:José Ribamar Trindade
Fonte:24 Horas News

A estudante Maiana Vilela Mariano, executada aos 16 anos,  pode ter  sido estuprada antes de morrer. Além disso, sofrido tortura antes de ser enforcada. O corpo da garota foi encontrado  em uma cova rasa na chácara da família do empresário Rogério Amorim, 38, na região do bairro Altos da Glória. . A Polícia não confirma, mas também não descarta uma violência ainda mais grave contra uma garota que ficou indefesa em companhia de dois homens em um local deserto. A Polícia também quer saber quais foram os reais motivos da morte de Maiana numa possível “queima de arquivo”.

A própria delegada Anaíde Barros, da Delegacia de Homicídio e Proteção a Pessoa (DHPP), não descarta qualquer hipótese de violência. Os laudos de necropsia, DNA e outros exames realizadosm pelo Instituto Médico Lergal (IML) e pela Perícia Oficial (Politec), ainda não foram concluídos.

Apesar das investigações da delegada Anaíde Barros, presidente do inquérito que apura o “Caso Maiana”, terem confirmados, inclusive com a quebra de sigilo telefônico dos acusados terem confirmado o crime, a Polícia ainda espera reforçar ainda mais as investigações com os laudos periciais.

A delegada Anaíde Barros, da Delegacia de Homicídio e Proteção a Pessoa (DHPP) presidente do inquérito que apura o “Caso Maiana”, ouviu na tarde desta segunda-fera, 4, Calisângela de Morais, de 36 anos, sobrinha de um vereador de Cuiabá, e  mulher do empresário Rogério da Silva Amorim, de 39 anos. O casal é acusado de mandar matar a estudante Maiana . O novo depoimento Calisângela, porém, a princípio,  não acrescentou nenhuma novidade.

Depois de duas horas de um novo depoimento cercado de muito mistério, solicitado pela própria acusada, nenhuma nova pista. “Ela (Calisângela), não falou nada de novo. Só voltou a alegar que não tinha conhecimento do plano para matar Maiana, garota com quem Rogério, o marido dela tinha um caso”, afirmou a delegada Anaíde Barros.

Qual o real motivo da morte da estudante Maiana Vilela Mariano, sequestrada e morta em 21 de dezembro do ano passado, em Cuiabá? A versão dos acusados é de que ela estaria tentando extorquir o namorado, o empresário Rogério da Silva Amorim. Mentira ou verdade? A Polícia suspeita que Maiana morreu porque descobriu alguma coisa errada que o namorado vinha fazendo. Rogerio já tinha duas passagens pela Polícia.

A delegada Anaíde Barros, presidente do inquérito e chefe das investigações com uma equipe de policiais de fazer inveja a qualquer Polícia Internacional, vai continuar com as investigações e com novas diligências, principalmente depois que Rogério resolveu abrir a boca, ele que permaneceu calado durante seu interrogatório a delegada Anaíde, alegando que só falaria em Juízo.

A delegada está avaliando alguns detalhes descobertos depois da prisão dos quatro acusados de participação direta na morte de Maiana: Paulo Ferreira Martins, de 40 anos, autor do crime, e Carlos Alexandre Nunes, 30, co-autor e o encarregado pela ocultação do cadáver. Rogério e a mulher dele, Calisângela de Morais, de 36 anos, são apontados como os mandantes do crime.

Mando, aliás, confirmado pelo assassino Paulo Martins em seu depoimento à delegada Anaíde na Delegacia de Homicídio e Proteção a Pessoa (DHPP). Além foi taxativo: “O Rogério mandou dar um fim nela. A namorada estava extorquindo ele”. Confissão que Paulo repediu a jornalistas que cobrem o “Caso Maiana”, como ficou conhecida a morte da estudante.

A delegada Anaíde não acredita na versão contada por Paulo, de que o Rogério vinha sendo extorquido.  Por vários motivos: um deles era o relacionamento amorosa que Maiana e Rogério mantinham, sempre juntos, aos beijos e abraços e, principalmente com a promessa de casamento entre os dois.  Um casamento, cujo presente, segundo a Polícia apurou, chegaria como muito especial de Rogério para a amada Maiana: um apartamento novo e totalmente mobiliado. Segundo ainda a Polícia, o motivo da morte pode ser outro, segundo contou na manhã deste sábado (26), a delegada Anaíde Barros.

Dono de uma pequena empresa na periferia de Cuiabá e sem se esforçar muito no trabalho, Rogério levava uma vida de milionário. Vários carros, entre eles duas camionetes, uma delas Hilux, todas novinhas e vários imóveis, inclusive dois apartamentos. A ostentação de luxo e riqueza, segundo a Polícia, pode ser incompatível com o faturamento de uma pequena empresa. “Estamos investigando todos os detalhes de um quebra-cabeça que começa a se encaixar”, concluiu a delegada Anaíde Barros.

A estudante Maiana Vilela sumiu às 13 horas de 21 de dezembro do ano passado após sacar um cheque de 500 reais numa agência bancária da Morada da Serra (CPA-2), em Cuiabá. O corpo de Maiana foi localizado quase seis meses depois em um matagal no Coxipó do Ouro, zona rural de Cuiabá.


Crie um site com

  • Totalmente GRÁTIS
  • Design profissional
  • Criação super fácil

Este site foi criado com Webnode. Crie o seu de graça agora!