Mais celulares e armas artesanais são apreendidos na Penitenciária de Água Boa

30/03/2012 12:28

 

Autor:Kassu / Fonte:Água Boa News   

Fotos: Kassu / Água Boa News

Em menos de 24 horas 14 celulares foram apreendidos na Penitenciária Major Zuzi de Água Boa. Ontem foi apreendido durante revista de visitas íntimas um bebedouro de água e no seu interior havia cinco aparelhos celulares e duas furadeiras desmontadas. (ver aqui).

Segundo informações extra-oficiais que ainda estão sendo apuradas pela nossa redação o  bebedouro entrou no presídio novinho e por duas vêzes consecutivas  foi mandado de volta para conserto e já era a terceira vez que o equipamento ia entrar quando foi apreendido. 

Dando continuidade aos trabalhos com a apreenção de ontem policiais militares e agentes prisionais realizaram uma minuciosa revista nas celas do raio Laranja nesta quinta-feira (29).

A intervenção começou por volta das 14h00 e foi realizada por solicitação do Cte. do 16º BPM Ten. Cel. Jorge Luiz de Magalhães, e coordenada pelo Tenente Mattos Cte. da Cia de Segurança da Unidade, que ao final apresentou o material apreendido sendo: 09 celulares; 13 chuchus de 04 a 60 cm; 03 eixos de ventiladores; 01 faca artesanal; 05 carregadores de celular; 03 pedaços de serra de 13 cm; 03 chapas de 15 cm; 01 ferro de 30 cm; 02 mandris de furadeira; 04 fones de ouvido e material para fabricação de pinga artesanal.

O material apreendido durante a operação na unidade foi encaminhado para a Polícia Civil...

 

Quatro reeducandos das celas onde foram encontrados os objetos foram conduzidos ao CISC para os procedimentos de praxe.

Ao Água Boa News eles reclamaram das condições desumanas em que estão cumprindo a pena além da distância dos familiares.

“Muitos estão a mais de mil quilômetros de casa, sendo que a Lei é clara, devemos cumprir a pena mais próximo da família. Queremos ir embora daqui voltar para os locais de onde viemos. Aqui não temos visitas das famílias, não temos assistência Jurídica, nem médica, a água é contaminada e estamos em 35 presos em cada cela. Queremos bonde”.

Disse Laurí Cavalheiro Ajala de 41 anos, natural de Porto Esperança (MS) região fronteiriça com o Paraguai e condenado por assaltos e sequestro. No seu currículo consta que é um dos principais líderes de tentativas de fuga e rebeliões em penitenciárias de MS e MT.

Para as autoridades ligadas à área de segurança, ter um aparelho celular em uma unidade prisional significa ter poder e condições de arquitetar planos de execuções e assaltos, tanto na Capital quanto interior do Estado. Além de serem usados para a prática de crimes, servem como "escudo" nos dias de rebelião. Por meio dos aparelhos, os presos recebem informações a respeito da movimentação da polícia do lado de fora das unidades.

A penitenciária de Água Boa possui um detector metais em forma de cadeira em que os visitantes são obrigados a passarem por ele quando vão entrar que detecta aparelhos introduzidos em genitálias femininas. Apesar do cuidado, o número de apreensões demonstra que o sistema é falho. Este mês uma mulher foi presa quando tentavam entrar na Major Zuzi com um aparelho escondido na vagina.


 

 

 


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