Matador de Adriano pode ser condenado mesmo foragido

06/03/2012 07:22

 


O vigia Alexsandro Abílio de Farias, 25, assassino confesso do empresário Adriano Henrique Maryssael de Campos, morto aos 73 anos, dentro de uma agência do Banco Itaú, em junho do ano passado, pode se condenado por homicídio qualificado, mesmo estando foragido da Justiça. 

O Ministério Público protocolou denúncia na segunda-feira (27) passada, na 12ª Vara Criminal da Capital. O advogado Flávio Bertin, contratado pela família para atuar no caso, como assistente de acusação, explicou os trâmites ao MidiaNews

“A Lei 11689/08, alterou o Código do Processo Penal Brasileiro, que agora estabelece, sem seu artigo 457, que o réu, mesmo que solto ou foragido, poderá ser julgado. Ele será intimado por edital e se o júri e ou juízo decidirem por sua condenação assim será. Então, mesmo tendo fugido o vigia poderá sim sem penalizado pela Justiça e condenado por até vinte anos de cadeia”, informou Bertin. 

Veja o artigo: Art. 457. "O julgamento não será adiado pelo não comparecimento do acusado solto, do assistente ou do advogado do querelante, que tiver sido regularmente intimado"

Bertin acredita que Alexsandro será julgado e deve ser condenado pela Justiça de Mato Grosso. Advogado atribui ao Estado a captura do vigia. “A Justiça não vai se omitir. O réu terá seus direitos preservados e será defendido pela Defensoria Pública. Ele deve ser condenado, já que confessou o crime, e fugiu logo depois. Mesmo quando fugiu ele já sabia que existia uma queixa crime e que seria julgado por isso. A família dele vai receber intimações e o próprio Alexsandro terá o nome exposto em editais, informando sobre a audiência. Depois de todo esse processo, cabe ao Estado prover a captura desse homem, que é um risco para a sociedade”. 

Alexsandro é considerado foragido da Justiça e já teve seu nome inserido na Rede Nacional de Integração de Informações de Segurança Pública, Justiça e Fiscalização (Infoseg). 

Ele ficou escondido por cerca de uma semana e se apresentou, acompanhado de dois advogados, após ter passado o período de flagrante, usufruindo do benefício de responder em liberdade por possuir residência fixa, telefone e não haver existência de ações criminais em seu nome.

O sistema tem por objetivo a integração das informações de Segurança Pública, Justiça e Fiscalização, como dados relacionados a inquéritos, processos, armas de fogo, veículos, condutores, mandados de prisão, dentre outros, entre todas as Unidades da Federação e órgãos federais. 

Dessa forma, caso Alexsandro seja parado em alguma blitz, ou tenha contato com a Polícia dos 25 Estados que usam o sistema, ele será apontado como foragido e preso. 

Assassinato no Itaú 

A morte do empresário Adriano de Campos chocou profundamente a sociedade cuiabana. Ele foi executado com três tiros à queima-roupa, no dia 21 de junho deste ano, dentro da agência do Itaú, na Avenida Carmindo de Campos, região do Coxipó. 

Assim que atirou contra o empresário, o segurança Alexsandro Abílio roubou uma moto e fugiu do local do crime. 

Reflexos de uma tragédia 

O empresário Adriano era proprietário do restaurante que leva o seu nome. O estabelecimento, especializado em comida italiana, fica na Avenida Getúlio Vargas, e fechou as portas, definitivamente, no dia 1º de fevereiro. 

O motivo é a falta de recursos financeiros para administrar o estabelecimento, conforme revelou a filha do empresário, Stephania Maryssael de Campos, 32, em entrevista ao MidiaNews

“Essa é mais uma pena a que fomos submetidos. Minha família, nossos funcionários e clientes, todos somos vítimas da insanidade daquele segurança. Ele não somente matou meu pai, como conseguiu prejudicar 20 famílias, as de nossos funcionários, que, agora, estão sem emprego. Nós estamos passando por uma crise muito grande, não temos como continuar com o restaurante”, disse a empresária.

Fonte:Midia News

 


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