Meu cliente só tomou uma “cachacinha” com o presidente Lula, diz advogado de ex-deputado do PT

15/08/2012 08:34

Defesa de Paulo Rocha afirma que réu não sabia do mensalão

Fonte:R7

 

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O advogado do ex-deputado Paulo Rocha foi o primeiro a fazer defesa nesta terça-feira (14)

 

Depois de alegar que os R$ 920 mil repassados pelo PT para seu cliente foram usados para pagar dívida de campanha eleitoral, por meio de caixa dois, o advogado de Paulo Rocha afirmou que o réu não tinha conhecimento do suposto mensalão e foi mero coadjuvante na reunião política que ocorreu no apartamento dele entre os acusados de chefiar o esquema.

O advogado João dos Santos confirmou que o encontro ocorreu no apartamento funcional de Paulo Rocha, que era deputado e líder do PT na época do escândalo do mensalão. Mas disse que ele apenas tomou cachaça com o presidente Lula.

— Ele estava ali somente para ficar ao lado do presidente Lula. Isso eu sei de uma fonte fidedigna, tomaram uma cachacinha e ficaram dando risada enquanto a reunião política ocorria.

De acordo com a denúncia da PGR (Procuradoria-Geral da República), Paulo Rocha teria recebido dinheiro do valerioduto, no suposto esquema do mensalão. A acusação é que ele tinha plena consciência da atuação da quadrilha composta por integrantes do Governo Federal e pelo grupo de Marcos Valério.
No entanto, a defesa alega que a verba foi usada para quitar dívidas de campanha eleitoral de 2002 e admite a prática de caixa dois. João dos Santos foi o primeiro advogado a subir na tribuna na oitava sessão do julgamento do mensalão, nesta terça-feira (14).

O mensalão

O caso veio à tona em 2005, após denúncia do então deputado federal Roberto Jefferson (PTB-RJ), que depois foi cassado. O ex-ministro da Casa Civil José Dirceu, um dos pivôs do escândalo, também perdeu o mandato parlamentar. Além disso, deixou o governo Lula, no qual desempenhava papel central.

Segundo Jefferson, o mensalão era um esquema de pagamento de propina a parlamentares em troca de apoio político.

Petistas negam a existência da prática e dizem que o dinheiro retirado de bancos por meio das empresas do publicitário Marcos Valério foram usados para abastercer campanhas eleitorais como caixa dois — uma prática que, embora criminosa, era recorrente entre os partidos.

Na denúncia da PGR (Procuradoria-Geral da República), Dirceu foi apontado como "chefe da quadrilha" que operou o esquema. Ao todo, 38 réus serão julgados. As acusações incluem formação de quadrilha, corrupção, evasão de divisas e lavagem de dinheiro, entre outros delitos.


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