Morte de pasto gera prejuízo de R$ 2,5 bilhões no Estado

22/11/2011 10:42

Fonte: Só Notícias/Weverton Correa

A morte súbita de pastagem já atinge 2 milhões de hectares mato-grossenses, este ano, gerando prejuízo de pelo menos R$ 2,5 bilhões no Estado, que tem o maior rebanho bovino do país com 28 milhões de cabeças. Os números baseados em levantamento do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea) e da Associação dos Criadores de Mato Grosso (Acrimat) foram apresentados, há pouco, na abertura do Workhop "Mortalidade de pastagens no Estado de Mato Grosso", em Sinop, no Centro de Eventos Dante de Oliveira, pelo representante da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), Bruno Pedreira.

Bruno, que é membro da comissão organizadora do evento, disse, em entrevista ao Só Notícias, que não é possível especificar o motivo. No entanto, apontou três possibilidades. "A primeira delas, é que existe um problema de má drenagem de solo, onde teria ataque de fungos e mortalidade da plantas".

Ele destacou que outro motivo, poderia ser ataque de insetos, lagartas e percevejos, que também já levou a mortalidade de pastagens em algumas regiões do Estado. "E por fim, o terceiro ponto, onde falamos de manejo, falta de reposição de nutrientes, de manejo adequando das pastagens, de planejamento nutricional do animais, levou a fazenda a sua exaustão, aquele solo a sua exaustão e por consequência a morte do pasto".

Apesar de pontuar os possíveis fatores, Bruno disse que as causas também podem ser associadas. "Em anos como ano passado, tivemos cinco ou seis meses de seca, uma seca mais prolongada, fora do normal. Isso foi agravado".

Para o representante, a solução no momento é repensar a pecuária, tratando-a como uma cultura, de forma mais empresarial. "Precisamos tratar nossos pastos e mantê-los muito tempo. Então, precisamos escolher adequadamente a planta que vamos usar. Hoje usamos somente com capim brizantão. Ele não é a última nem a única opção. Existem outras possibilidades".

O objetivo do evento é a discussão de possíveis soluções para o problema, como o tipo de planta adequado nas diferentes culturas, substituição de plantas. "Trabalhar em cima das causas que temos e possíveis soluções que já existem em função de outras instituições estarem estudando o assunto", disse Bruno.

Eduardo de Moraes, doutor pela UFMT abriu o ciclo de palestras falando sobre a pecuária de corte no Estado. Luciano Vacari, da Acrimat, fala neste momento, do levantamento e demanda sobre a morte de pastagem em Mato Grosso. Às 16h, Moacyr Filho, da Embrapa Oriental fala sobre respostas morfofisiológicas de Brachiara e Rodrigo Barbosa, palestra às 17h30, as prováveis causas de morte de pastos.

O evento tem prosseguimento amanhã e é realizado pela Embrapa, UFMT e Ministério da Agropecuária. É voltado à professores, pesquisadores, técnicos, estudantes e produtores.


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