Municípios de Mato Grosso lideram casos de Aids no país

13/03/2012 08:15

 

Ilustração
Fonte:Folha do Estado

 

O mais recente Boletim Epidemiológico Aids-DST divulgado pelo Ministério da Saúde (Ano VIII, nº 01/2011) revela que Rondonópolis (60º) e Primavera do Leste (100º) estão entre os municípios que apresentaram as maiores taxas de incidência de casos de Aids por 100 mil habitantes. Ainda em sua versão preliminar, o relatório mostra outro dado preocupante: Mato Grosso é 10º e Cuiabá 14ª entre os 26 Estados e a Capital Federal na mesma estatística.

Considerando o Centro-Oeste, com 17,4 em incidência por grupo de 100 mil habitantes Mato Grosso ficou a apenas 0,2 abaixo da média nacional. Nos casos da doença em jovens de 15 a 24 anos, perde para Goiás e está muito à frente de Mato Grosso do Sul e do Distrito Federal, nesta ordem.

Outro detalhe que chama a atenção é que, ainda nesse grupo e em segundo lugar, a transmissão pela exposição sanguínea foi responsável por 36,2% dos casos, atrás da relação sexual.

Segundo a Organização da Saúde, o vírus da Aids já matou mais de 25 milhões de pessoas pelo mundo desde o seu descobrimento nos anos 80. A Coordenação Estadual de DST/AIDS do Amazonas estima que, para cada caso confirmado, existam outros quatro desconhecidos pela falta do exame. Essa estatística pode ser ampliada se for considerada a “janela imunológica” ou o intervalo de tempo entre a infecção da pessoa pelo vírus da Aids e a produção de anticorpos anti-HIV no sangue.

No segundo caso, o período de identificação do contágio pelo vírus depende do tipo de exame e da reação do organismo do indivíduo. Na maioria dos casos, a sorologia positiva é constatada de 30 a 60 dias após a exposição ao HIV, mas existem casos em que esse período chega a seis meses.

Em seu endereço eletrônico “aids.gov.br”, o governo federal afirma que “a epidemia no país é concentrada”. Todos os números citados no Boletim Epidemiológico Aids-DST foram notificados no Sistema de Informações de Agravos de Notificação (Sinan) e declarados no Sistema de Informações de Mortalidade (Sim). Eles também estão nos Sistemas de Controle e Logística de Medicamentos (Siclom), e de Exames Laboratoriais (Siscel).

 

Da redação com Assessoria

 


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