Nova greve da Polícia Civil pode trazer à tona "podridão" e muita violência

16/07/2011 11:26

“O Governo está brincando de fazer Segurança Pública. Sabe que precisa contratar, e com urgência,  policiais e não contrata. Sabe que precisamos de melhores salários. Prometeu dar aumento e está dando ré. Tudo não passou de uma piada para que nós suspendêssemos a greve. Fomos na conversa e voltamos ao trabalho e agora o governo volta a brincar, não só com duas categorias, mas com a sociedade. Calma, nós vamos dar o troco e ser for preciso nós ainda vamos escancarar a podridão que adormece sob os tapetes”.

As ameaças são de escrivães e investigadores da Polícia Civil, revoltados com inércia dos membros do Governo e do próprio governador Silval Barbosa após as promessas de aumento que suspendera a greve. O presidente do Sindicato das duas categorias, Cledison Gonçalves confirma que brincadeira pode sair caro para o bolso do contribuinte.

O presidente alerta, inclusive que mais uma vez  quem vai sofrer é a sociedade que paga os impostos que o governo usa para pagar os policiais. “O governo acenou com um aumento, que não era o que nós queríamos, mas que já agradava e nós voltamos ao trabalho. Só que, do mesmo jeito que voltamos nós podemos parar”, alerta Gonçalves.

O prazo final para o governo decidir o que quer e o que não quer com a Segurança Pública é na segunda-feira (18), quando acontecerá uma reunião  entre os representantes do Sindicado, o governador Silval Barbosa e o chefe da Casa Civil José Lacerda. “Segunda-feira é o Dia D”, alerta Gonçalves.

Caso nada seja resolvido, investigadores e escrivães que já estão “em operação tartaruga” desde esta sexta-feira (15), vão cruzar os braços novamente por tempo indeterminado a partir da meia noite da próxima quarta-feira (20).

Investigadores e escrivães, que antes queriam salários iguais aos dos peritos criminais de R$ 6 mil em início de carreira e R$ 10 final no final de carreia, vão voltar a exigir a mesma coisa do início, das negociações caso o governo não mantenha a palavra quando prometeu R$ 3.5 mil e R$ 6 mil e conseguiu suspender a greve.

“Nós queríamos R$ 6 mil e R$ 10 mil. O governo ofereceu R$ 3.5 e R$ 10 mil e nós aceitamos mesmo perdendo quase R$ 3 mil. Se o governo não cumprir a palavra nós vamos parar no dia 20 e só vamos voltar quando tudo estiver assinado para não haver mais um calote”, alegam investigadores e escrivães.

Lembram os policiais responsáveis por 100% das investigações, dos inquéritos, dos flagrantes e de todos os procedimentos da Polícia Civil de Mato Grosso, que durante a última grave a violência, que já era grande, cresceu ainda mais.

“A violência é alta. Aliás. Uma das mais altas do Brasil com os policiais trabalhando normalmente. Isso porque não tempos policiais suficientes, imaginem uma cidade sem policiais para investigar e sem escrivães para fazer flagrantes, abrir inquérito e dezenas de outros procedimentos. E tem mais, a partir de agora nós vamos começar a abrir a boca e a mostrar a podridão, não apenas    da Polícia Civil, mas também do governo. Podridão que todos sabem que existe, mas que ninguém ousa abrir a boca”, ameaçam os policiais.

Fonte:24HorasNews


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