Pagot, “homem Bomba” fala na CPI do Cachoeira no fim do mês

15/08/2012 08:27

Escrito:Por Izabela Andrade           Fonte:|24 Horas News 
Com Agências 


Foto: Reprodução
Ex-diretor geral do Departamento Nacional de Infraestrutura e Transporte (DNIT), Luiz Antônio Pagot

Ex-diretor geral do Departamento Nacional de Infraestrutura e Transporte (DNIT), Luiz Antônio Pagot será ouvido entre os dias 28 e 29 de agosto na Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que investiga os contratos do contraventor Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira, com a empresa Delta Construções, num esquema milionário de desvios de recursos, junto ao Governo Federal. 

 

Pagot é considerado explosivo, sendo um dos mais aguardados entre os membros da CPI. Considerado o “homem-bomba”, por inúmeras vezes o ex-diretor disse que “está a disposição” para prestar depoimento. Desde que foi exonerado do governo por suspeita de corrupção, suas revelações podem jogar uma bomba sobre o Palácio do Planalto.
 
Afirmação quanto a convocação de Pagot, veio do presidente da CPI do Cachoeira, senador Vital do Rêgo (PMDB-PB). O senador ainda afirmou que nesta terça-feira (14) será anunciada a data exata do depoimento. Também integram a lista de depoentes: o dono da empreiteira Delta, Fernando Cavendish e o engenheiro Paulo Preto, ex-diretor da Dersa, estatal rodoviária de São Paulo.
 
Seu depoimento é tido como  “peça” fundamental no quebra-cabeça que tenta desvendar os tentáculos da Delta dentro do Governo Federal. Até aqui, as apurações da CPI do Cachoeira estão circunscritas às relações de Carlinhos Cacoheira e da Delta com os governos de Goiás e do Distrito Federal.
 
Braço direito do ex-governador e hoje senador Blairo Maggi (PR), Pagot, afirma que foi vítima de complô dentro do próprio DNIT, ao contrariar os interesses de Carlinhos Cachoeira, no Centro-Oeste. Em escutas telefônicas do ex-diretor da Construtora Delta no Centro-Oeste, Cláudio Abreu, revelou ao bicheiro que havia plantado na imprensa as informações que derrubaram Pagot do Dnit. 
 
Pagot foi afastado do cargo após uma série de denúncias de corrupção no órgão, que ainda culminou na queda do então ministro dos Transportes, Alfredo Nascimento (PR-AM,) abrindo precedente para uma crise política entre o PR e a presidenta Dilma Rousseff. 
 
As convocações de Cavendish, Pagot e Paulo Preto foram aprovadas ainda no início de julho.

 


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