'Pau só quebra nas costas do pequeno', diz advogado de ex-assessor do PL

11/08/2012 07:09

 

Fonte:Agencia de Noticias Jornal Floripa

 

Ao questionar a ausência do ex-presidente Lula na denúncia do mensalão, a defesa do ex-assessor do PL Antonio Lamas disse nesta sexta-feira (10) aos ministros do STF (Supremo Tribunal Federal) que isso mostra que no Brasil "o pau só quebra nas costas do pequeno".


Em suas alegações finais no processo, o procurador-geral da República, Roberto Gurgel, pediu a absolvição de Antonio Lamas por falta de provas. Ele foi denunciado por formação de quadrilha e corrupção passiva por ter sacado R$ 350 mil do valerioduto.


Délio Lins e Silva disse que até hoje está "intrigado" porque Lula não foi denunciado pelo Ministério Público, pois há um depoimento do delator do mensalão, o ex-deputado Roberto Jefferson (PTB), dizendo que ele sabia de tudo, enquanto contra seu cliente não há nenhuma prova.


"Tem um depoimento de um parlamentar, seja da base aliada ou não, inimigo ou não, na época, dizendo que o senhor [Lula] sabia. Por que ele não figura nessa iniciativa de natureza penal? Mas o Antonio lamas está lá denunciado sem ninguém dizendo que ele era mensalerio", disse.


Lins e Silva justificou a questão para apontar a falta de critério do Ministério Público Federal. "Não quero aqui acusar o presidente da República nessa ação ou nenhuma outra. Talvez se o Ministério Público tivesse feito isso na época [denunciado Lula], talvez tivesse sido mais uma irresponsabilidade na época.", disse.


E completou: "Esse fato trago para mostrar que nesse Brasil o pau só quebra nas costas do pequeno. O cassetete só rola nas costas do humilde".


Ele fez duras críticas ao trabalho da equipe do ex-procurador-geral Antonio Fernando de Souza, responsável pela denúncia do mensalão. Sustentou que quase 100 pessoas agiram como Antonio Lamas, sacando dinheiro a pedido de parentes ou chefes e que não foram acusado de participação no esquema, entre elas a mulher do deputado João Paulo Cunha (PT-SP) que sacou R$ 50 mil. Ele disse que houve "abuso" na acusação e que Antonio Lamas agiu a mando do deputado Valdemar Costa Neto (PR-SP), que na época era presidente do PL.


O advogado chegou a ironizar o sobrenome do cliente.


"Qual o foi o critério para ser denunciado? O sobrenome? Jacinto Lamas nas mãos? Antônio Lamas nos pés?", disse questionando se o procurador agiu para compor a denúncia para a mídia, em referência ao livro "Ali Babá e os 40 ladrões".


Ele disse que chegou a esperar um pedido de desculpas a família de Lamas por parte do atual procurador-geral Roberto Gurgel.


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