Perillo e Agnelo voltarão ao foco principal da CPI

23/06/2012 08:03

Governistas querem caminho diferente da oposição, que foca na Delta

 

 
Agnelo e PerilloReprodução

Pessoas ligadas aos governadores Agnelo Queiroz (DF) 
e Marconi Perillo (GO) serão ouvidas pela CPI

Fonte:R7

No sentido contrário da oposição, que quer fazer uma devassa na empreiteira Delta para entender as relações da construtora com o bicheiro Carlinhos Cachoeira, os deputados e senadores do governo vão focar as investigações nas supostas relações dos funcionários dos governadores de Goiás, Marconi Perillo (PSDB), e do Distrito Federal, Agnelo Queiroz (PT), com o contraventor.

 

O presidente da CPI, senador Vital do Rêgo (PMDB-PB), disse que a prioridade agora é entender as relações que envolvem os governos e marcou nove depoimentos para a próxima semana.

— Nós precisamos esclarecer as relações dessas pessoas com a organização criminosa do Cachoeira. Essas pessoas têm relações diretas com os governadores, então vamos saber o que elas têm com a organização do bicheiro. Se tem ou não tem.

a próxima terça-feira (26) serão ouvidos o ex-assessor de Perillo, Lúcio Fiúza Gouthier, que teria presenciado o pagamento do imóvel; Écio Antônio Ribeiro, um dos sócios da empresa Mestra Administração e Participações, em nome da qual a casa foi registrada num cartório em Trindade (GO); e Alexandre Milhomen, arquiteto que trabalhou na reforma da residência.

Na quarta (27) outras três pessoas ligadas a Perillo vão falar na CPI. Jayme Eduardo Rincón, ex-tesoureiro da campanha de Perillo ao governo do estado em 2010 e presidente da Agetop (Agência Goiana de Transportes e Obras Públicas); Eliane Gonçalves Pinheiro, ex-chefe de gabinete de Marconi Perillo e suspeita de repassar informações sobre operações policiais para o grupo de Cachoeira; e Luiz Carlos Bordoni, radialista que diz ter recebido dinheiro do grupo do bicheiro para trabalhar na campanha do governador.

Na quinta (28) será a vez de pessoas ligadas a Agnelo Queiroz prestarem depoimento no Congresso Nacional. Foram convocados Cláudio Monteiro, ex-chefe de gabinete do governador que foi citado em escutas telefônicas como possível facilitador do esquema; Marcello de Oliveira Lopes, o Marcelão, ex-assessor da Casa Militar do DF que estaria envolvido em nomeações a favor dos interesses do grupo; e João Carlos Feitoza, o Zunga, ex-subsecretário de Esportes do DF e suspeito de receber dinheiro do grupo de Cachoeira.

Todos os depoentes foram convocados em condição de testemunha. Isso, em tese, os obriga a falar o que sabem. No entanto, o presidente diz que vai resguardar o direito constitucional de se manter calado de todo mundo, caso solicitem.

Nos últimos depoimentos, a grande maioria das testemunhas conseguiu habeas corpus do STF (Supremo Tribunal Federal) para não falar. Isso, na opinião de Vital, tem se tornado uma total interferência do poder Judiciário no Legislativo.

— [As testemunhas] não precisam pedir. Essa interferência do Supremo é desnecessária. Parece que a CPI cria um pânico nas pessoas, mas não precisa. Sempre resguardamos os direitos constitucionais e o Supremo devia saber disso.

Apesar da pressão de alguns parlamentares para focar a investigação na empresa Delta, o presidente diz que "tudo tem seu tempo" e as questões da construtora serão tratadas na próxima reunião administrativa.

Oposicionistas tentam há várias semanas convocar o ex-presidente da Delta, Fernando Cavendish, para explicar as relações da construtora com Cachoeira. Há a suspeita de que o contraventor era sócio oculto da empresa e usava o dinheiro de contratos para os negócios do grupo criminoso.

 

 


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