PM captura assaltante de banco; 18 ainda estão foragidos

01/08/2012 07:41

 

Leandro Soares, 28, foi preso em Cuiabá. quadrilha agia no esquema "saidinha de banco"

 

MidiaNews/PM

 

Leandro Soares, 28, foi preso no bairro Novo Paraíso; 18 ainda são procurados pela Polícia

Fonte:Mídia News
 

Policiais militares capturaram Leandro Borges Soares, de 28 anos, um dos procurados da Operação Sétimo Mandamento, realizada pelo Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público Estadual, no fim de 2011. 

Ele foi preso por volta das 19 horas de segunda-feira (30), no bairro Novo Paraíso, em Cuiabá. 

Ao checarem o nome, os PMs descobriram que Leandro é um dos 19 envolvidos em roubos na modalidade “saidinha de banco” que ainda estavam foragidos. Segundo os policiais, eles vinham monitorando o suspeito e o prenderam numa casa da Quadra 12.

“Foi a partir de informações que chegamos até o suspeito, graças às nossas equipes de apoio instaladas nos batalhões da Capital, que ajudam a localizar os criminosos”, disse o chefe do Comando Regional I da PM, coronel Jadir Metelo Costa.

A última captura de fugutivo da Operação Sétimo Mandamento ocorreu no dia 13 de junho. Na ocasião, os PMs chegaram até Paulo Magaiver Ferreira dos Santos, de 28 anos. A prisão dele ocorreu na Rua Coronel Benedito Leite, no Porto.

Antes dele, foi a vez de Joel Alves da Silva, que estava internado no Pronto-Socorro de Cuiabá, usando nome falso. A captura ocorreu no dia 31 de março. No dia anterior, ele fora baleado nas costas, durante uma discussão com um rapaz, no bairro Novo Paraíso II, na Capital.

Ele se apresentou como sendo Laércio Pedroso da Silva, de 23 anos. Os policiais do Serviço de Inteligência da PM, que já estavam em seu encalço, se deslocaram até o PSC e descobriram que se tratava mesmo de Joel, que é denunciado na operação por formação de quadrilha. Segundo o Gaeco, a função dele é de "pegador! e também executor.

A Operação Sétimo Mandamento foi desencadeada em dezembro do ano passado com, a prisão de 35 suspeitos de praticaram 38 saidinhas de banco na Grande Cuiabá, faturando cerca de R$ 400 mil. A ação criminosa se referia há três meses anteriores.

Nesse período, foram praticados 75 assaltos nessa modalidade, ficando metade sem esclarecimento. 

Segundo o promotor criminal Arnaldo Justino, os ladrões estavam divididos em quatro quadrilhas, com funções e hierarquias definidas. 

Na execução das saidinhas de banco, existe a figura do olheiro, do pegador (que toma a bolsa com o dinheiro), do piloto da moto e do apoio, que aparece sempre num automóvel.

Os ladrões agiam cada qual de acordo com suas aptidões. Eles entravam na agência e, com um celular na mão, avisavam aos demais integrantes do bando sobre quem sacava dinheiro.

Na segunda etapa do esquema, ligava para quem estava do lado de fora, que seguia a vítima, que, geralmente, embarcava em algum automóvel. Em média, os assaltos rendiam R$ 10 mil, mas, em alguns casos, chegaram a quase R$ 50 mil.

As investigações apontam que os bandidos mapearam as zonas bancárias e agiram em três regiões: avenidas Historiador Rubens de Mendonça e Fernando Corrêa e Rua Barão de Melgaço - nesta última, está concentrada a maior parte das agências bancárias da Capital. O horário é sempre após as 14 horas.

Os presos foram indiciados por diversos crimes, sendo alguns por roubo, receptação, tentativa de latrocínio, formação de quadrilha e até uso de documento falso.

Duas semanas depois da operação do Gaeco, todos os suspeitos foram libertados por decisão dos desembargadores João Ferreira Filho e Pedro Sakamoto, por causa de divergências na interpretação da competência judicial do caso. 

Na sequência, o Gaeco conseguiu reverter as prisões e os suspeitos foram capturados aos poucos.


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