Polícia Federal não afastou agente envolvido em tiroteio

28/03/2012 09:51

 

Agente irá responder a processo administrativo na Instituição

 

MidiaNews

 

O policial federal Walter Júnior, que não foi afastado de suas funções

Autor:LISLAINE DOS ANJOS
Fonte:Míida News

O policial federal Walter Sebastião Piovan, de 40 anos, não está afastado de suas funções. Ele se envolveu no tiroteio com o papiloscopista Fabrício Francisco Costa Leite, 51, na noite desta segunda-feira (26), na Avenida do CPA, em Cuiabá.

Uma sindicância será instaurada, até esta quarta-feira (28), para apurar a conduta do policial. A corregedora da Polícia Federal, Karen Dunder, deverá publicar uma portaria, ainda nesta terça-feira (27), nomeando o delegado responsável pela condução do processo administrativo.

Piovan poderá ser afastado de suas atividades, após a abertura da sindicância, caso o delegado nomeado ache necessário que o policial passe por uma avaliação psicológica.

De acordo com a assessoria da PF, a iniciativa de afastamento poderá partir do próprio policial, caso ele acredite que esteja abalado psicologicamente e que não tem condições para continuar trabalhando.

Após a abertura da sindicância, que deverá durar trinta dias, o delegado responsável irá verificar a quais artigos o policial federal vai responder e, somente então, poderá definir possíveis punições administrativas.

A assessoria informou que Piovan já possui dez anos de casa e que, antes de ingressar na PF, ele foi agente da Polícia Rodoviária Federal (PRF).

A PF afirmou ainda que todos os agentes passam por avaliações físicas e psicológicas e também por uma investigação social antes de assumirem suas funções.

Flagrante

A Polícia Civil autuou em flagrante Walter Piovan e Fabrício Leite pelo crime de disparo de arma de fogo. Ambos foram liberados após pagarem fiança de R$ 622 cada um.

O papiloscopista não possui porte de arma e o revólver calibre 38 utilizado por ele na troca de tiros com o policial federal teria sido comprada em 1999, de um morador do bairro Lixeira. Desde então, o porte da arma não foi modificado.

Fabrício Leite, no entanto, não será autuado por porte ilegal de arma de fogo. De acordo com o delegado da Central de Flagrantes do Planalto, Richard Damasceno, ambos irão responder no inquérito policial apenas por disparo de arma de fogo em via pública.

Isso porque, de acordo com a jurisprudência existente, mesmo que não tenha porte legal da arma, a pessoa deverá responder pelo crime de maior gravidade.

O inquérito deverá ser enviado ao delegado Roberto Massuo Ohara, que dará continuidade ao processo na Delegacia do Carumbé (Cisc Planalto).

Massuo afirmou que apenas irá comentar o caso após receber o inquérito, o que deverá acontecer até esta quarta-feira.

No entanto, a assessoria da PJC afirmou que, caso seja absolvido da acusação de disparo, nada impede que o servidor responda pelo porte ilegal do revólver, no final do iqnuérito.

Processo administrativo

Segundo nota da Polícia Civil, assim como Piovan, o papiloscopista deverá responder a processo administrativo instaurado pela Corregedoria da Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec).

MidiaNews tentou contato com a assessoria da Secretaria de Estado de Segurança Pública (Sesp), mas até a publicação desta matéria, as ligações não foram retornadas.

Segundo a assessoria da Policia Civil, tanto papiloscopistas como peritos tinham direito a porte de arma, assim como policiais civis, investigadores e delegados. Porém, a instituição entrou com ação na Justiça e a licença foi revogada.

O caso

O policial federal e o papiloscopista se envolveram em um tiroteio na noite desta segunda-feira, por volta das 20h30, na Avenida do CPA. O motivo para a troca de tiros seria uma discussão de trânsito.

De acordo com a nota enviada pela Polícia Federal, foram disparados oito tiros da arma do policial federal e seis munições da arma carregada pelo papiloscopista.

A perícia de local de crime e do veículo atingido, uma caminhonete S-10 dirigida por Fabrício Leite, foi realizada na mesma noite. O perito da Politec ficou com o rosto cortado por estilhaços do vidro dianteiro da sua caminhonete.

Segundo o papiloscopista, houve um princípio de discussão entre ambos, na altura da Avenida Mato Grosso com a Avenida Prainha

A cerca de vinte metros antes do viaduto da Avenida Miguel Sutil, o policial federal, segundo Fabrício Leite, parou o carro e desceu atirando contra ele.

No entanto, de acordo com a assessoria da PF e da PJC, apenas após o resultado do exame de balística é que poderão definir quem disparou primeiro.


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