Policia indicia 7 envolvidos em falsificação de agrotóxico

21/03/2012 07:49

 

Operação apreendeu defensivos que eram vendidos com nota fiscal de vitamina

 

MidiaNews

 

A apreensão do defensivo foi feita por uma equipe da Delegacia do Meio Ambiente (Dema)

Fonte:Midia News
 

Sete pessoas foram indiciadas pelos crimes de estelionato, falsificação de documentos, receptação, fabricação e transporte, em desacordo com a legislação ambiental e formação de quadrilha, durante as investigações da operação “Paracelsus”, deflagrada no dia 13 de março, nos municípios de Bady Bassit e São José do Rio Preto, em São Paulo. A quadrilha atuava há mais de dois anos.

Segundo o delegado Carlos Cunha, da Delegacia do Meio Ambiente (Dema), foram indiciado os proprietários da empresa, três filhos e dois gerentes. O bando falsificava agrotóxico e vendia para todo o país com nota fiscal de vitamina especial.

O delegado informou que não foi possível cumprir o mandado de busca e apreensão no escritório da empresa, pelo fato de a firma ter mudando de endereço no final do ano passado. Mas, isso não inviabilizou o resultado da operação, pois a Polícia Civil conseguiu comprovar a falsificação do agrotóxico e fechar seu principal ponto de produção.

Com apreensão de mais de 100 litros do Regent WG800, ao longo de um ano, em caixas com notas fiscais de vitaminas, na agência distribuidora dos Correios, em Várzea Grande, a Delegacia Especializada do Meio Ambiente descobriu que o produto, fabricado com autorização da empresa Basf, era falsificado em uma fábrica no município paulista de Bady Bassit, de onde era comercializado para todo o Brasil, para uso em lavouras de soja.

O veneno é considerado altamente tóxico e contém o principio ativo Fipronil, utilizado para controle de plagas na plantação de cana-de-açúcar. O produto falsificado contém uma dosagem menor do princípio ativo. Ele é vendido em embalagens reutilizadas do verdadeiro produto, com rótulo e lacres falsos.

Todo o agrotóxico apreendido em Várzea Grande e que deu origem a investigação foi periciado e comprovado que era distribuído de forma inadequada, colocando em risco as pessoas que os manuseiam e a saúde da população que consome os alimentos provenientes das lavouras que o utilizam como inseticida.

Na fábrica, localizada no município de Bady Bassit, a operação apreendeu 200 quilos do veneno Standak, que utilizada o mesmo principio ativo do Regent WG800, o Fipronil, ambos falsificados. 

A fábrica foi fechada pela Polícia, por não ter licença ambiental de funcionamento. Lá também os policiais apreenderam uma grande quantidade de um pó branco, que, possivelmente, é um dos componentes utilizados para produzir o Regent falsificado.

No Call Center da empresa denominada Biofarm, de produção de produtos orgânicos, em São José do Rio Preto, os policiais apreenderam vasta documentação que comprova a venda ilegal do veneno, tais como orçamentos e pedidos dos produtos despachados pelos Correios para compradores de todo o Brasil. 

O agrotóxico era enviado com notas fiscais de vitaminas especial, ao valor médio de R$ 2 mil, enquanto que o verdadeiro produto é comercializado por cerca de R$ 6 mil.

 


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