Polícia Civil prende assaltante procurado em cinco Estados

25/02/2012 07:42

 

Ele usava documentos faltos e é acusado de participar da assalto à cooperativa Sicredi

 

 

Katiana Pereira/MidiaNews

 

Marcione foi preso e é acusado de participar do assalto ao Sicredi, em Colniza

 

Autor:KATIANA PEREIRA
Fonte:Mídia News

A Polícia Civil prendeu, na quinta-feira (23), o foragido da Justiça Marciene Ornelas Meneguci, 38. Ele era procurado em cinco estados, onde possui mandados de prisão em aberto - Rio Grande do Sul, Paraná, Mato Grosso, Minas Gerais e Rondônia. 

O bandido é apontado pela Polícia Judicitaária Civil de Mato Grosso como sendo um dos integrantes da quadrilha que assaltou uma agência da cooperativa Sicredi, na cidade de Colniza (1.065 km a Noroeste), em 10 de novembro de 2011. Eles usaram a modalidade "Novo Cangaço" e aterrorizaram a cidade. 

Marciene foi preso na manhã de ontem em uma agência do Ciretran, em Várzea Grande. O preso é conhecido por “Tião” e usava o nome falso de Carlos Alberto Pimentel Meneguci, desde 2006. 

“Descobrimos que ele iria tirar uma carteira de habilitação”, disse o delegado Roberto Amorim. “A participação dele no Novo Cangaço é clara. Trocamos informações com a delegacia de Colniza e conseguimos identificar o assaltante”, completou. 

As acusações contra o preso nos outros estados são pelos crimes de sequestro e pistolagem. Além de um homicídio praticado no Estado de Goiás e outro na cidade de Comodoro (644 km a Oeste da Capital. 

Prisão em Mato Grosso 

As investigações iniciaram em Colniza, pela Polícia Civil local. Testemunhas reconheceram Marciene como um dos participantes do bando que aterrorizou a cidade. Ele também é acusado de ter participado da tentativa de roubo ao banco Bradesco, também em novembro passado. 

O delegado Fausto Jose Freitas Silva, da Delegacia de Roubos e Furtos, informou que recebeu uma denúncia de que Marcione estava escondendo armas em um sítio, nas proximidades de Livramento. Uma equipe passou a investigar e a seguir o suspeito. 

Por diversas vezes Marcione, se esquivou dos investigadores, suspeitando que poderia ser preso.

 “Depois que recebemos a informação de que ele estava escondendo armas, passamos a ir até o sítio, que fica em um assentamento rural. Percebendo a nossa presença, ele fingiu que não era morador do local. Conseguimos a informação de que ele estava renovando a carteira de habilitação e o prendemos, quando ele foi fazer a prova prática”, informou o delegado. 

Vida de crime 

Marcione é irmão de dois bandidos perigosos, também participantes de assaltos a bancos; um deles está preso em Colniza, desde novembro de 2011. Trata-se de Vânio Ornelas Meneguci; o outro irmão, identificado como Marcio, foi morto em janeiro deste ano, em Cuiabá. A Polícia acredita que a morte foi uma "queima de arquivo". 

Vânio foi preso em companhia de Evandro Bulhões Cirqueira, 40. No momento da prisão, os policiais encontraram três das armas utilizadas no assalto: um fuzil 762, uma escopeta calibre 12 e uma submetralhadora calibre 30. 

Também foram apreendidos materiais utilizados na logística, como roupas, alimentos e veículos. A Polícia recuperou parte do dinheiro roubado, cerca de 80 mil. 

Armação 

Em conversa com o delegado Roberto Amorim, na manhã desta sexta-feira (24), Marcione negou todos os crimes e alegou que tudo se trataria de uma armação para incriminá-lo. 

O preso disse que foi dedurado por dois bandidos, que pegaram R$ 25 mil emprestados de seu falecido irmão Márcio. 

Para não pagar a dívida, segundo Marcione, eles teriam executado Márcio. Temendo que Marcione fosse se vingar, teriam “inventado” toda a historia para a Polícia. 

Ele também negou que se chame Marcione, mesmo tendo as digitais confirmadas pela Polícia Civil. Alegou que, na verdade, se chama Carlos Alberto Pimentel Meneguci. 

Toda a armação foi desmentida pela própria mãe do preso, que informou à Polícia o nome de todos os filhos e não apontou nenhum Carlos Alberto na lista. 

A filha de Marcione, uma menor de 17 anos, também disse para a Polícia que o pai pediu para ela mentir sobre o seu nome verdadeiro. 

“A minha mãe já está muito idosa e sofrendo pela morte de meu irmão. Ela não sabe o que tá falando. Quanto a minha filha, ela é uma criança, o depoimento dela não pode ser levado em consideração”, disse o bandido.

 

 

 

 


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