Polícia Federal investiga sabotagem em helicóptero do Ibama em MT

02/10/2012 08:26

 

Um dos fios do sistema responsável pela potência das hélices foi cortado. Transporte era usado para identificar áreas desmatadas no norte de MT.

Fonte:G1 MT

 

 

O Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis (Ibama) acionou a Polícia Federal para investigar uma suspeita de tentativa de sabotagem no helicóptero que é utilizado para fiscalizar as áreas desmatadas na região norte de Mato Grosso. A fiscalização foi reforçada no estado para conter os crimes ambientais. O helicóptero era usado pelos fiscais do instituto para identificar as áreas desmatadas na região norte de Mato Grosso.

Todos os dias os fiscais utilizam a aeronave para ir a campo. Quando os pilotos se preparavam para mais uma decolagem na semana passada, o computador de bordo da aeronave identificou uma pane. O mecânico descobriu o problema no motor. De acordo com o órgão, um dos fios responsável pela potência das hélices do helicóptero foi cortado.

O helicóptero estava no aeroporto de Sinop, a 503 quilômetros de Cuiabá. A Polícia Federal vai analisar as imagens das câmeras de segurança para tentar identificar algum suspeito. Os fiscais do Ibama estão preocupados. “(A sabotagem) poderia sim causar algum acidente aéreo e levar, inclusive, a óbito todos os tripulantes. Isso é extremamente grave”, afirmou o chefe da Divisão Técnica Ambiental, Renê Luis de Oliveira. No processo aberto pelo Ibama, a Polícia Federal investiga dois crimes. Atentado contra a segurança do transporte aéreo e tentativa de homicídio.

Mas a fiscalização não parou e foi reforçada com a chegada de 250 fiscais. Desde o início da operação, os fiscais têm enfrentado dificuldades para coibir o desmatamento no estado. Durante a travessia de balsa, por exemplo, uma caminhonete do Ibama caiu em um rio. Os fiscais conseguiram sair antes e não se machucaram.

Um dos ilícitos durante a operação foi registrado na reserva indígena Caiabi. Na área, os fiscais descobriram desmatamentos provocados por uma pousada que funcionava de forma ilegal na área. De acordo com o Ibama, o proprietário pagava uma gratificação para os índios. “Eles tinham um acordo com os indígenas, até com o pagamento mensal de R$ 4 mil para a comunidade indígena para poder funcionar e poder utilizar esse empreendimento dentro da terra indígena”, salientou Oliveira.

Na região do município de União do Sul, a 689 quilômetros de Cuiabá, os fiscais detectaram mais um ilícito. O Ibama já tinha embargado uma área degradada para, justamente, permitir a regeneração das árvores. Mas a ordem foi descumprida e todas as árvores foram abatidas. Segundo os fiscais, o fazendeiro derrubou as árvores da reserva legal, parte da floresta que deveria ser mantida intacta e gerou um desmatamento do tamanho de 600 campos de futebol.

Os fiscais detectaram que a propriedade já estava sendo preparada para o plantio de grãos. Depois da derrubada das árvores, outro flagrante foi detectado bem próximo dali. Uma floresta inteira virou cinzas. O Ibama informou que a multa pode chegar a R$ 5 milhões.

Neste ano, em Mato Grosso, 235 propriedades foram multadas por desmatar florestas ilegalmente. “Aquele infrator que insistir em produzir nessas áreas, terá toda a sua produção apreendida, seu maquinário apreendido e as empresas que adquirirem produtos produzidos nessas áreas também serão responsabilizadas”, finalizou Gustavo Podestá, coordenador de Fiscalização do Ibama.

 


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