Polícia identifica atirador que assassinou agente prisional

23/11/2012 08:53

Fonte: Midia News

 

Foto: Midia News/Reprodução
Polícia identifica atirador que assassinou agente prisional
Polícia identifica atirador que assassinou agente prisional
Wesley Santos (detalhe) foi morto durante o segundo dia de trabalho na PCE, em Cuiabá

A DHPP (Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa) irá concluir, nos próximos dez dias, o inquérito que apura a morte do agente prisional Wesley da Silva Santos. 
 
Ele foi assassinado aos 24 anos, durante um motim na PCE (Penitenciária Central do Estado), no bairro Pascoal Ramos, em Cuiabá, em junho de 2011. 
 
As investigações são conduzidas pela delegada Anaíde de Barros, que revelou já ter condições de identificar o atirador, que alvejou Wesley durante o motim. 
 
Por meio de assessoria, a delegada informou que só irá dar detalhes do inquérito - como o nome do acusado -  quando a investigação for concluída. 
 
Uma testemunha deve ser ouvida nos próximos dias, e seria a última arrolada no inquérito. 
 
O agente penitenciário Wesley estava no seu segundo dia de trabalho, quando os presos dos raios dois, três e quatro deixavam as celas para serem atendidos pela Defensoria Pública e pelo setor clínico da unidade prisional, no dia 20 de junho do ano passado. 
 
Um grupo de cerca de 25 presos iniciou o motim no corredor central da unidade e fez refém três agentes prisionais, entre eles, Wesley Santos, que atuava plantão na unidade. 
 
Além do agente, o reeducando Uenes dos Santos, de 22 anos, também morreu durante o motim na penitenciária. Ele teria sido atingido por um tiro disparado pela Polícia Militar, que faz a guarda externa da prisão. 
 
Laudos periciais deram razões distintas para a morte do agente prisional. Um do IML (Instituto Médico Legal), divulgado dois dias após a morte de Wesley, concluiu que um golpe de arma artesanal (chuço) atingiu o coração de Wesley e a agressão teria sido a causa da morte do servidor. 
 
Outro laudo elaborado pela Criminalística da Polícia Civil apontou que não foi encontrado sangue do agente nas armas artesanais usadas no motim. 
 
Crise na PCE 
 
Após a morte do agente, uma crise foi instaurada dentro da PCE, três dias após o motim. 
 
No feriado de Corpus Christi, no dia 23, oito membros da direção colocaram seus cargos à disposição do então superintendente de Gestão Penitenciária, José Carlos de Freitas. 
 
Pediram desligamento o diretor da unidade, subdiretor, líder de segurança e disciplina, gerente administrativo e quatro lideres de equipe. O motivo seria a falta de segurança na unidade. 
 
A crise culminou com o desligamento de Freitas, que deixou o cargo um dia após ter afirmado que o agente teria sido morto por um tiro disparado pela PM. 

 


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