Polícia investiga fotos eróticas de estudante na Internet

01/06/2012 07:49

 

Colégio Maxi, em Cuiabá, garante medidas para apurar o caso e punir os responsáveis

 

MidiaNews

 

Colégio Maxi, um dos preferidos da elite: fotos eróticas na rede viraram caso de Polícia

Autor:LISLAINE DOS ANJOS
Fonte:Midia News

A Polícia Civil abriu um inquérito para apurar o vazamento de fotos íntimas de  alunas do Colégio Maxi, em Cuiabá.  As fotos foram tiradas pelas próprias jovens, por meio de telefones celulares, e caíram na Internet. 

Uma das estudantes cursa o 1º ano do Ensino Médio e suas fotos, em poses sensuais, foram postadas, inclusive, na rede social Facebook. 

O inquérito policial, aberto a pedido do próprio colégio, com a anuência dos pais das garotas, vai investigar as responsabilidades pelo vazamento das fotos e quais providências serão tomadas perante a Justiça.

O fato ocorreu há cerca de dez dias e a polêmica se tornou o assunto preferido dos estudantes - tanto no intervalo das aulas, quanto em postagens na rede social.

Como uma das estudantes é menor de idade, a investigação corre sob sigilo e, segundo informações da instituição, o inquérito está sendo conduzido pela adjunta da Delegacia Especializada de Defesa dos Direitos da Criança e do Adolescente (Deddica), Alexandra Fachone.

Responsabilidade

Em entrevista ao MidiaNews, o diretor pedagógico do Colégio Maxi, Athos Aramis Pinto Guedes, informou que a instituição não irá se posicionar publicamente sobre o caso, enquanto não houver fatos comprovados pela Polícia Civil.

Ele destacou que a responsabilidade, nesse caso, não recai sobre o colégio, uma vez que o fato não ocorreu dentro do ambiente escolar.

Guedes negou que mais de uma aluna esteja envolvida no caso. 

Ele descartou a participação de estudantes do 9º ano do Ensino Fundamental, hipótese que havia sido levantada pelos demais estudantes da instituição, conforme reportagem do jornal Diário de Cuiabá.

“Apenas uma aluna foi vítima dessa situação. Já sentei e conversei, por mais de uma hora, com os pais dela. Conversamos com a psicóloga do colégio e, por fim, encaminhamos o caso para a Polícia" disse o diretor.

A estudante, segundo ele, continua frequentando as aulas normalmente. "Deixamos a decisão a cargo dos pais e eles decidiram que o melhor era que ela continuasse (frequentando as aulas)”, afirmou.

O diretor pedagógico ressaltou que a maior preocupação da diretoria era quanto a possibilidade de que os alunos ficassem dispersos, por causa do assunto, e que a estudante se tornasse alvo de chacotas.

No entanto, Guedes afirmou que o clima no colégio está relativamente tranquilo e a estudante está sendo respeitada pelos colegas.

“Dei aula em cada uma das salas das turmas do 1º ano ontem [30] e hoje [31], e não notei nada de incomum. Não posso dizer que ninguém comenta o assunto, porque estaria mentindo. Mas, todos eles perceberam a gravidade da situação”, afirmou.

Para o próximo semestre, o diretor pedagógico afirmou que a instituição já está preparando palestras e organizando reuniões de grupos menores de pais e alunos para discutirem o assunto, debatendo sobre os riscos oferecidos pela internet e para a importância de se preservar a privacidade das pessoas.


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