Por reajuste salarial, auditores do Estado entram em greve

01/03/2012 08:17

 

Categoria pede aumento de 20%; paralisação pode atrapalhar obras da Copa do Mundo

 

 

MidiaNews

 

Em assembleia-geral, os auditores do Estado decidiram cruzar os braços por melhoria salarial

 

Autor:KATIANA PEREIRA
Fonte:Mídia News

Os auditores do Estado de Mato Grosso decidiram cruzar os braços. A categoria decretou greve na tarde de terça-feira (28), após uma assembleia-geral. Os servidores cobram reajuste salarial, com a alegação de que o último aumento foi há quatro anos, além de reestruturação do Plano de Cargos, Carreiras e Salários (PCCS) da categoria. 

A greve dos servidores vai interferir diretamente no andamento das atividades relacionadas às obras da Copa do Mundo de 2014. Cabem aos auditores à análise dos atos de pessoal, pareceres contábeis, auditorias rotineiras e especiais. Também serão prejudicadas as licitações e análises de projetos das obras de mobilidade urbana. Além disso, o concurso para engenheiros da Secopa e contas do Governo encaminhadas ao Tribunal de Contas do Estado (TCE) ficam paralisados com a greve. Seis auditores foram destinados para atender as necessidades referentes às obras da Copa. 

Reajuste salarial 

Segundo o presidente da Associação dos Auditores do Estado (Assae), Ciro Rodolpho Gonçalves, os servidores pleiteiam um reajuste salarial de 20%. Ele justifica que a categoria não recebe aumento há quatro anos, e que o salário está defasado. 

No total, são 49 servidores, que atendem em todo o Estado. Eles alegam que, mesmo desempenhando papel fundamental na administração estadual, não são valorizados e o piso salarial está muito abaixo da função desempenhada. Atualmente, um auditor recebe cerca de R$ 8 mil mensais. 

“Somente em 2011, os trabalhos que desempenhamos, com as auditorias especiais, relatórios de controle interno, orientações técnicas, recomendações aos gestores estaduais, foram economizados cerca de R$ 144,6 milhões. O aumento que reivindicamos vai custar R$ 1,3 milhão ao ano na folha de pagamento do Governo, menos de 1% da economia gerada”, disse Gonçalves. 

Promessa não cumprida 

Os servidores argumentam, ainda, que os secretários estaduais de Administração, César Zílio, e da Casa Civil, José Lacerda, deixaram de cumprir acordo, de que apresentariam a proposta de reestruturação até segunda-feira (27). 

No documento entregue aos profissionais, o Governo diz que não tem capacidade financeira para atender a reivindicação. 

Como o Governo não cumpriu o acordo, os profissionais resolveram paralisar as atividades. 

O indicativo de greve foi protocolado na SAD, na Auditoria-Geral do Estado e no gabinete do governador. Em seguida, os profissionais foram procurados e receberam garantias que teriam as exigências atendidas. 

Outro lado 

A assessoria de comunicação da SAD disso ao MidiaNews que o chefe da pasta está mantendo entendimentos com a categoria, em busca de um acordo. 


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