Presos pagaram R$ 500 mil para fugir da PCE

23/08/2012 10:14

Investigações apontam que parte do dinheiro foi entregue para servidores da unidade, que facilitaram a saída dos detentos

 


LORIVAL FERNANDES/DC
Resgate foi feito por grupo fortemente armados, que explodiu parte do muro da unidade
Escrito:Por ADILSON ROSA     Fonte:Diário de Cuiabá
Os assaltantes Sílvio César de Araújo, o "Cabelo de Bruxa", e Sérgio Nunes da Silva, o “Lacraia”, teriam gasto R$ 500 mil na fuga da Penitenciária Central do Estado (PCE). Eles são apontados como líderes de ação criminosa e segundo informações, embarcaram em uma aeronave num aeroporto clandestino. 

A fuga ocorreu na madrugada de segunda-feira, quando um bando armado explodiu parte do muro e 43 presos conseguiram escapar. Entre os foragidos, 13 foram recapturados.

Policiais da Gerência de Combate ao Crime Organizado (GCCO) tentam descobrir quem recebeu o dinheiro, uma vez que as investigações iniciais dão conta de que a fuga teria sido facilitada. “Não é possível que ninguém tenha visto os presos se arrastando pela quadra. Tiveram que transpor diversos obstáculos, no mínimo quatro até chegar ao muro”, observou um policial. 

Além de Sílvio Cesar e Sérgio Nunes, fugiram ao menos outros sete integrantes da quadrilha de assaltantes que praticam roubo na modalidade “novo cangaço”. Segundo policiais, dos 10 assaltantes presos no início de janeiro de 2011, apenas o pai de Sílvio é que ganhou liberdade condicional. 

Para garantir a fuga, as barras de ferro da grade do cubículo, do raio, e outros dois obstáculos, foram cortados a partir da sexta-feira à noite. “Foram feitas revistas até a sexta-feira à tarde, inclusive o chamado bate-grade em todas as celas”, explicou o secretário-adjunto de administração penitenciária tenente coronel Clarindo Alves de Castro. 

Os policiais acreditam que os chefes da fuga tinham contato via celular com os responsáveis pela explosão uma vez que ao detonar o muro, os presos já estavam ao lado, aguardando somente o barulho. 

Conforme as investigações, os explosivos foram colocados no muro por dois jovens que chegaram de bicicleta. Assim que o agente prisional da guarita percebeu, os dois entraram numa picape que passou próxima. Segundo depois, houve a explosão. 

Para garantir a fuga, os criminosos tiveram o luxo de usar cinco motocicletas e dois automóveis – um Gol e um Siena – além de uma picape Strada com dois ocupantes na carroceria que atiraram nas viaturas que foram chamadas para conter a fuga. Dos oito veículos, cinco foram recuperados e somente três motos não foram localizadas. 

 


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