Professores contam com apoio de parlamentares para a reabertura de negociações

28/08/2012 08:40

Escrito:Po Simone Ishizuka  Fonte:Do site FE

 

Professoresda da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) contam com o apoio da bancada de senadores e deputados federais para seguir com a greve que já dura 103 dias, em 55 universidades de todo o país. Eles ainda não aceitam as propostas do Governo e esperam uma nova negociação.

Na tarde desta segunda-feira (27), docentes da UFMT se reuniram com o senador Cidinho Santos (PR) e três deputados federais, Valtenir Pereira (PSB), Vitório Galli (PMDB) e Wellington Fagundes (PR). Os demais representantes federais justificaram a presença por compromissos assumidos anteriormente. Porém, de acordo com o secretario executivo da Bancada, Jeverson Missias, os parlamentares presentes repassariam aos demais as reivindicadões e que todos assumiriam a luta pela reabertura das negociações.

Os professores cobraram dos políticos para que exijam do Governo Federal  a volta à mesa de negociações. Os parlamentares ficaram de solicitar à cúpula do Governo Federal que aprecie a contra proposta feita pela categoria, protocolada junto ao Ministério da Educação (MEC), Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão (MPOG) e Presidência da República.

O Governo havia encerrado a rodada de negociações neste domingo (26) e o Ministério do Planejamento deu prazo até nesta terça-feira (28) para que os representantes das categorias assinem os acordos concordando com o reajuste de 15,8%, dividido em três anos. As categorias que não concordarem, ficariam sem o aumento.

Uma contraproposta foi enviada ao Governo, e com o apoio dos parlamentares federais os professores se mostram otimistas. “Eu tenho certeza que o governo sentará novamente com a categoria para a renegociação.  Há 86 mil professores no Brasil que não concordam com o Governo, e ele reconhece isso. O Congresso que é o representante legítimo da sociedade é a favor das nossas propostas, o que ajuda muito”, disse o professor sindicalista Maurélio Menezes.

Para os professores, o reajuste salarial já não entra mais em questão das negociações. O que eles propõem atualmente é a estruturação. “Nós aceitamos a proposta do novo piso salarial, mas o Governo está tratando a nossa paralisação como se fosse somente pelo reajuste, o que não é o caso”, explica Menezes. Ele ainda completou que o Governo não está levando em consideração a inflação dos próximos anos, o que acarreta na perda da remuneração dos docentes.

Quanto a previsão do fim da greve, ele ainda ressalta. “A única forma de terminar a paralisação é o Governo sentar para renegociar. Enquanto isso não acontecer, a greve continua”, afirmou.

Já foram apresentadas duas propostas aos grevistas, porém, até esta data, apenas quatro, das 59 universidades que estavam em greve aceitaram voltar às aulas, as outras 55 esperam pela contraproposta.

Já o plano do novo calendário dos próximos semestres, o professor revelou que as universidades são obrigadas a dar 100% do conteúdo em 80% das aulas. “Nós da UFMT fazemos questão de ter 100% das aulas. Em todas as greves nós nunca enxugamos este tempo” “Nós só iremos diminuir o recesso de quatro meses para um mês e meio”, finaliza.

 


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