Professores da UFMT rejeitam proposta e mantém greve

31/07/2012 08:36

 

Escrito:Por Welington Sabino, Fonte:GD
 

Em greve desde o dia 17 de maio, os professores da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) rejeitaram na tarde desta segunda-feira (30), em assembleia geral, a segunda proposta do governo federal de reajuste nos salários e mantiveram a paralisação. Entre as propostas apresentadas pelo governo está o reajuste salarial variando entre 25% a 40%. Contudo, os maiores valores (40%) só serão destinados aos chamados professores titulares, ou seja, aqueles que já possuem doutorado e que têm cerca de 30 anos de carreira na docência.

Na quarta-feira (1º de agosto), o Comando Nacional de Greve levará a decisão dos docentes de Mato Grosso à reunião com o governo federal em Brasília.

Professores integrantes do comando de greve local, avaliam que mesmo a proposta sendo razoável, a defasagem salarial continuaria pelos próximos 3 anos. Afirmam que a proposta foi rejeitada porque desestrutura a carreira do professor mais ainda e porque na UFMT menos de 1% dos professores seriam beneficiados com aumento real no salário, uma vez que são apenas 9 professores titulares. A Associação dos Docentes da UFMT (Adufmat) informa ainda que até 2015 os salarios já estariam novamente defasados devido as perdas inflacionárias.

Desde o dia 17 de maio, instituições federais do país iniciaram o movimento de paralisação e 100% das unidades chegaram as suspender as atividades. No mês de junho, os Institutos Federais de Educação também aderiram ao movimento. Em Mato Grosso, cerca de 20 mil estudantes estão sem aula. Com mais uma tentativa de negociação fracassada, a greve prossegue por tempo indeterminado.

O próximo passo da categoria será acampar no campus da UFMT, juntamente com servidores e acadêmicos, com mobilização já batizada de “Ocupa UFMT”.

 


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