Professores, técnicos e alunos grevistas podem acampar na UFMT

27/07/2012 08:54

 

A greve dos docentes das universidades já dura 71 dias e tem a abrangência de quase 100% das instituições federais de ensino superior do Brasil

Autora:THAISA PIMPÃO  Fonte:Cique F5
 

O Comando Local de Greve, representante dos professores da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), decidirá, em conjunto com alunos e técnicos administrativos, que também estão em greve, se acampam dentro do campus da instituição, em Cuiabá. A decisão será tomada em assembleia geral, na próxima segunda-feira (30).

De acordo com o professor Maurélio Menezes, há uma grande possibilidade de que os grevistas aprovem a realização do protesto, denominado “Ocupa UFMT”. Segundo o docente, já estão em discussão os possíveis locais para o acampamento: na guarita principal; no trevo da avenida Fernando Correa; na reitoria ou na entrada lateral, no bairro Boa Esperança.

“O movimento grevista está muito inclinado a acampar na UFMT e, se a ação for aprovada, as barracas devem ser montadas na segunda-feira [30] mesmo”, adiantou o professor. A ideia dos grevistas é que seja organizado um revezamento, de forma a não desfalcar a manifestação.

Além de votar o “Ocupa UFMT”, os professores em greve irão também, na assembleia do dia 30, analisar a proposta do governo federal com ajustes, apresentada nesta terça-feira (24), como forma de negociar o fim da greve.

Mayke Toscano/HiperNotícias

Manifestação de professores, técnicos e alunos, no fim de junho deste ano

O governo federal, por meio do Ministério do Planejamento, propôs aumentar os recursos disponíveis, de R$ 3,9 bilhões para R$ 4,2 bilhões, em três anos e, com isso, promoveu alguns ajustes na tabela, atendendo, principalmente, os docentes com mestrado.

Os professores já se posicionaram a alegaram que o governo está propondo uma desestruturação sem relação lógica na evolução entre os níveis e as classes, os regimes de trabalhos e as titulações. Além disso, os grevistas acreditam que a proposta está desconstituindo direitos e que as alterações salariais são apenas nominais, pois não acompanham a inflação entre 2010 e 2015.

A greve dos docentes das universidades já dura 71 dias e tem a abrangência de quase 100% das instituições federais de ensino superior do Brasil. Somente em Mato Grosso, mais de 20 mil alunos estão sem aula.

A assembleia geral dos grevistas está marcada para o dia 30 de julho, às 14h, no auditório da Associação dos Docentes da Universidade Federal de Mato Grosso (ADUFMAT S. Sind).

 

 


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