Proprietários radicalizam, “prendem” deputado e prefeito e ampliam bloqueio

27/06/2012 09:32

Fonte:24Horas News

 

A situação segue sob forte tensão na região do Vale do Araguaia, em Mato Grosso, por conta do protesto de proprietários rurais contra a eminente desocupação da área da antiga Fazenda Suyá Missu, determinada pelo Tribunal Regional Federal da 1ª Região. A área deve ser devolvida aos índios Xavantes. Na área, a passagem de caminhões e ônibus passou a ser totalmente interrompida, no sentido Posto da Mata a Vila Rica. Motoristas de carretas e caminhões ajudam no protesto - embora eles queiram a recuperação da rodovia. 
 
Na segunda-feira, 25, o prefeito Wanderlei Perin, de Alto Boa Vista, e o deputado Baiano Filho (PMDB), acabaram retidos pelos manifestantes. O intuito era de pressionar o governo a reavaliar a decisão de desocupação da área. O presidente da Comissão de Defesa da Gleba Suiá Missú, Renato Teodoro conseguiu apaziguar os ânimos e negociar a liberação dos políticos. 
 
Os manifestantes pedem a presença do Ministro da Justiça, do presidente nacional da OAB, do presidente da Funai, do desembargador Souza Prudente (que suspendeu a ordem de despejo) para negociar uma solução para o impasse.
 
Mesmo com a queima de uma ponte na MT-322 entre Novo Santo Antonio, Bom Jesus do Araguaia e Serra Nova Dourada, o trafego para veículos de passeio ainda é possível, cruzando por dentro do rio. Já ônibus e caminhões ainda possuem uma pequena alternativa pela BR-080, passando por São José do Xingu em direção a Matupá. 
 
Representante político da região, o deputado Baiano avalia que há uma forte tendência dos índios Xavantes em discutir a proposta do governador Silval Barbosa de transferir a reserva indígena para uma nova área, o Parque Estadual do Araguaia, com 223 mil hectares de terras intocadas, em Novo Santo Antônio.  Em que pese a proposta, apresentada  pelo próprio governador anteriormente, ter sido rechaçada pela Funai, organizações não-governamentais e os próprios índios. 
 
Baiano informou que diversas conversações foram travadas no decorrer do dia entre o Governo do Estado e a presidente da FUNAI, Marta Maria do Amaral. Uma comitiva formada por produtores e xavantes já está em Brasília aguardando a confirmação de uma agenda para esta quarta-feira, 27, com a presidente. 
 
Os manifestantes querem a emissão de um novo laudo antropológico para a área em conflito, reivindicada pelos xavantes, mas que é habitada por posseiros e fazendeiros desde a década de 50-60. Os posseiros receberam apoio de várias lideranças xavantes, que concordam com a permanência dos fazendeiros.

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