Quadrilha presa em operação matava rindo e brincando, diz procurador

20/12/2011 08:35

Considerados como bandidos de altíssima periculosidade, as 31 pessoas presas durante a operação ‘Sétimo Mandamento’, nesta semana, integram a lista de homicidas, latrocidas, e receptadores de Mato Grosso. São pessoas cruéis, que não pensam duas vezes antes de matar as pessoas para conseguir perpetrar os assaltos. “Eles matam rindo e brincando”, enfatiza o procurador responsável pelas investigações, Arnaldo Justino.

Um dos fatos que comprova a tese de assassinos cruéis, segundo o Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado (Gaeco), é o recrutamento de adolescentes para os assaltos a caixas eletrônicos. Além das 44 pessoas que foram presas, a lista de envolvidos é composta ainda por dois menores, cujas identidades foram preservadas. Eles eram usados para os cargos de pegador - assalto a vítima – e em suportes para homicídios.

A opção não era aleatória e se baseia em um ponto da legislação brasileira, que impede a prisão definitiva de menores de 18 anos, mantendo-os apenas internados até certo período, independentemente do crime que cometeram. Dessa forma, caso os adolescentes se envolvam em homicídios e se forem presos pela polícia, logo são soltos e voltam a cometer crimes bárbaros, formando um círculo vicioso no mundo do crime e renovando a ‘frota’.

“Eles têm total desprezo pela vida humana. Isso também é visto pelo uso de menores de idade porque eles são protegidos pela legislação”, destacou o promotor do Gaeco, Sérgio Silva da Costa. O grupo completo descoberto durante a operação era responsável por ao menos 60% dos crimes em todo o estado, em uma montagem organizada, com avaliação de melhores períodos e áreas para os assaltos. Os bancos Santander, Bradesco e Itaú, localizados em cidades da baixada cuiabana, eram os principais alvos.

Fonte:net

 


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