Quadrilhas não levam dinheiro em 54% dos caixas arrombados em MT

17/09/2012 08:12

 

Mato Grosso registrou de 1º de janeiro até este domingo (16) 55 ataques a caixas eletrônicos

 

Escrito:PRedação: Jaqueline Hatamoto Fonte:Clique F5
 

As quadrilhas trocaram o maçarico que demandava mais tempo e chamava a atenção durante as ações pelos explosivos
Mato Grosso registrou de 1º de janeiro até este domingo (16) 55 ataques a caixas eletrônicos, segundo dados da Polícia Civil. Em 30 deles, o que representa 54,5% dos casos, as quadrilhas não conseguiram levar nenhum valor dos terminais bancários e só causaram danos à estrutura dos equipamentos.
momento difere do vivenciado em 2010, quando a cada três dias um caixa eletrônico foi arrombado no estado. Naquele ano, 118 terminais entraram nas estatísticas da polícia. O ataques contabilizados neste ano representam 51,8% de todas as ocorrências registradas em 2011, que fechou o ano com 106 casos de arrombamentos.
Para o delegado titular da Gerência de Combate ao Crime Organizado (GCCO), Flávio Stringuetta, os números têm uma explicação. Além da investigação, a repressão à rede organizada neste tipo de crime descentralizou as ações criminosas. Segundo o delegado, as quadrilhas que estão agindo no estado são inexperientes, o que pode explicar a quantidade de roubos e furtos frustrados. “Identificamos e prendemos oito quadrilhas. Outras [quadrilhas] foram para outros estados e as que se formaram são amadoras. Não estão conseguindo levar dinheiro dos terminais”, explicou o delegado.
Nos últimos três anos, informou Stringuetta , a divisão da polícia que investiga o crime organizado em Mato Grosso triplicou a quantidade de inquéritos instaurados para apurar a atuação das quadrilhas no estado e em outras regiões do país. Quadrilhas inteiras, segundo a Polícia Civil, migraram para 11 estados da federação onde o índice de arrombamento de terminais bancários é baixo. De acordo com balanço do GCCO, já ocorreram prisões de criminosos mato-grossenses em Tocantins, Mato Grosso do Sul, Amazonas, Rondônia, Acre, Piauí, São Paulo, Maranhão, Bahia, Pará, Goiás.
Mas a rede criminosa é ampla e se atualiza rapidamente. Com o passar dos anos, o tempo se tornou um aliado para os criminosos. As quadrilhas trocaram o maçarico que demandava mais tempo e chamava a atenção durante as ações pelos explosivos. Em questão de segundos, as detonações colocam tudo pelos ares e deixam expostos os compartimentos com o dinheiro nos caixas.

 


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