Relator condena Pedro Henry no por corrupção e formação de quadrilha

21/09/2012 07:12

Escrito:Por Welington Sabino, repórter do GD

 

Chico Ferreira/Arquivo
Pedro Henry foi condenado pelos crimes de formação de quadrilha, corrupção passiva e lavagem de dinheiro

Apesar de se declarar inocente no processo do mensalão, o deputado federal Pedro Henry (PP-MT) foi condenado pelo relator do processo, o ministro Joaquim Barbosa pelos crimes de formação de quadrilha, corrupção passiva e lavagem de dinheiro no caso que está sendo julgado no Supremo Tribunal Federal (STF). Contudo, o ministro-revisor Ricardo Lewandowski absolveu Henry das acusações. Para ele, a Procuradoria Geral da República (PGR) não apresentou de forma individualizada as condutas atribuídas ao réu, tampouco conseguiu apresentar provas da materialidade dos crimes imputados a ele. Por esses motivos, votou pela absolvição do parlamentar.

Joaquim Barbosa considerou que Henry e outros três deputados na época integrantes do Partido Liberal (atual PR), do Partido Trabalhista Brasileiro (PTB) e do Partido Movimento Democrático Brasileiro (PMDB) são culpados das acusações que pesam contra eles.

Ao concluir seu voto, o ministro entendeu que os réus receberam recursos do Partido dos Trabalhadores (PT), por meio de mecanismos de lavagem de dinheiro, de modo a viabilizar apoio de suas bancadas ao governo federal, na Câmara dos Deputados. De acordo com o procurador-geral da República Roberto Gurgel, Henry era um dos responsáveis por intermediar e negociar com a cúpula do Partido dos Trabalhadores o apoio político do Partido Progressista em votações na Câmara dos Deputados. O ministro revisor do processo, Ricardo Lewandowski, por sua vez discordou de Joaquim Barbosa. Resta agora aguardar os votos dos outros 8 ministros sobre o mesmo item, o que deve ocorrer nas próximas sessões do julgamento.

 Nesta quarta-feira (19) Pedro Henry voltou a negar qualquer envolvimento com o mensalão e disse que só foi denunciado por ser o líder da bancada do PP na Câmara Federal à época do episódio. Em nota, ele se declarou “inocente” das acusações “sem provas feitas pelo ministro da Suprema Corte, Joaquim Barbosa”. Diante da iminência da condenação ele se defendeu. “Não patrocinei nenhum entendimento ilícito nesse episódio, por isso vou continuar defendendo minha inocência em qualquer instância que se apresente como fiz no Conselho de Ética, no Plenário da Câmara dos Deputados e em duas eleições através do voto popular. Respeitarei todas as decisões da Suprema Corte, mas não me calarei diante de qualquer inverdade”.


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