Resultado do PIB confirma crescimento gradual da economia, diz BC

02/06/2012 09:07

 

 

O presidente do Banco Central, Alexandre Tombini, afirmou nesta sexta-feira, por meio de nota, que o crescimento do PIB (Produto Interno Bruto) no primeiro trimestre deste ano confirma que a "recuperação da atividade econômica tem sido bastante gradual."

Diante de uma freada do investimento e da desaceleração da indústria, o PIB fechou o primeiro trimestre do ano com alta de 0,2% ante os três últimos meses de 2011, segundo divulgou hoje o IBGE.

"A demanda doméstica continuou sendo o principal suporte da economia, com o consumo das famílias sendo estimulado pela expansão moderada do crédito, pela geração de empregos e de renda", afirmou Tombini.

O PIB, que reflete a soma das riquezas produzidas por um país, é composto pelos dados da indústria, agropecuária e setor de serviços. Também é analisado a partir do consumo, ou seja, pelo ponto de vista de quem se apropriou do que foi produzido. Neste caso, é dividido pelo consumo das famílias, pelo consumo do governo, pelos investimentos feitos pelo governo e empresas privadas e pelas exportações.

Segundo Tombini, mesmo diante da crise internacional que atinge, sobretudo, países europeus, o mercado interno constitui um diferencial da economia brasileira e prevê um ritmo de crescimento mais acelerado nos próximos trimestres.

"Os sólidos fundamentos e um mercado interno robusto constituem um diferencial da economia brasileira. Dessa forma, mesmo diante do complexo ambiente internacional, as perspectivas apontam intensificação do ritmo de atividade ao longo deste ano."

Já o ministro Guido Mantega (Fazenda) afirmou que a atividade econômica no primeiro trimestre do ano repetiu o desempenho do último trimestre do ano passado.

"Não houve nem desaceleração nem aceleração em relação ao último trimestre do ano passado", disse. O ministro voltou a falar em um objetivo entre 4% e 4,5% para o crescimento da economia brasileira neste ano.

PRODUÇÃO 

De acordo com o IBGE, a indústria cresceu 1,7% em relação ao último trimestre de 2011, mas teve alta de apenas 0,1% na comparação com mesmo trimestre do ano anterior.

O setor sofreu com a maior competição externa (que não refluiu ainda a alta recente do dólar), a perda de ritmo do consumo interno diante dos maiores níveis de endividamento e inadimplência e estoques elevados.

Segundo a gerente das Contas Nacionais do IBGE, Rebeca Palis, o crescimento das atividades de distribuição de água, energia e gás (3,6%) e construção civil (3,3%) evitaram uma queda do PIB industrial.

Já os serviços, sob impacto do bom desempenho do mercado de trabalho (renda em alta e baixa taxa de desemprego), tiveram alta de 0,6% frente ao último trimestre de 2011 e de 1,6% na comparação anual.

O destaque negativo do lado da produção foi a agropecuária. O PIB do setor encolheu 7,3% em relação ao último trimestre de 2011 e 8,5% na comparação com igual período de 2011.

Palis aponta efeitos climáticos, como estiagem no Sul e no Centro-Oeste, os maiores produtores de grãos, para justificar o baixo desempenho. No primeiro trimestre, explicou, o peso da atividade é maior pois estão concentradas colheitas importantes, como a da soja, cuja produção caiu 11% no período.
 


Fonte: Folha Online


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