Sadia, Friboi, Novo Mundo e City Lar “ganharam” R$ 300 milhões do Estado

04/05/2012 08:49

Autor:Edilson Almeida
Fonte: 24 Horas News




Mega-empresas, responsáveis por geração de emprego e renda, mas que, ao invés de recolherem tributos para serem investidos em  favor da sociedade, ampliam seus lucros e dividendos e ainda, de quebra, recebem do Estado. Dados preliminares apontam que  o Estado estaria deixando de arrecadar R$ 300 milhões por conta da concessão de incentivos  e o que é pior: sem transparência e sem discussão com a sociedade. As beneficiárias são nada mais nada menos que Sadia, Friboi, Novo Mundo e City Lar.

“Queremos verificar essa situação, pois o Estado passa sérias dificuldades para conseguir custear os serviços básicos à população. Então, não podemos permitir que uma grande quantia seja desviada através da concessão de incentivos de forma descontrolada” – disse o presidente da Comissão de Fiscalização e Execução Orçamentária da Assembléia Legislativa, deputado Percival Muniz (PPS).

Muniz apresentou na Assembleia Legislativa dois requerimentos de informações sobre os incentivos fiscais e/ou benefícios concedidos para as empresas. Um dos requerimentos é dirigido para Secretaria de Indústria, Comércio e Minas e Energia e outro à  Secretária de Estado de Fazenda. Segundo ele, o levantamento prévio chamou-lhe a atenção os incentivos concedidos nos últimos dias para as tais  empresas.  
 
O parlamentar socialista desconfia da existência de uma espécie de “farra” de incentivos por parte do Estado em detrimento de uma série de questões de interesse social. “Se estiver, não podemos permitir que continue, pois senão vai continuar faltando dinheiro para investimentos e o cidadão pagando o pato por pagar os seus impostos e não ter de volta serviços de qualidade ofertados pelo Estado"-  frisou Percival.
 
Na velha discussão sobre incentivos fiscais, Muniz fez questão de ressaltar que não é contrário aos incentivos fiscais, mas que a concessão ocorra com a máxima a transparência e de forma estratégica. “Não somos contra aos incentivos fiscais. Ao contrário, somos totalmente favoráveis, pois trazem investimentos, geram empregos e renda. Mas, tem faltado transparência neste processo todo” - observou.

Muniz disse ainda defender que os incentivos “sejam concedidos de forma mais transparente possível, permitindo a melhora da receita e atração dos investimentos necessários e estratégicos para o desenvolvimento do Estado”

 


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