Servidores da saúde de Mato Grosso aprovam estado de greve em assembleia geral

01/09/2012 09:43

 

Para eles, está ocorrendo precarização das unidades de saúde por parte do poder público para justificar a implementação das Organizações Sociais (OS)

 

Fonte:Clique F5
 

Em assembleia geral realizada na tarde da última quarta-feira (29), no Sindicato dos Servidores Públicos da Saúde e do Meio Ambiente (Sisma/MT), os servidores da saúde do Estado decidiram entrar em estado de greve e assembleia permanente. A justificativa é que, para eles, está ocorrendo precarização das unidades de saúde por parte do poder público para justificar a implementação das Organizações Sociais (OS).

O recurso tem o objetivo de respaldar juridicamente as próximas ações dos servidores contra as OS, sem que o Estado possa exonerá-los ou transferi-los, pois, segundo informações do Sindicato, já estão sofrendo retaliações no ambiente de trabalho. Além disso, caso entendam que há conjuntura para greve, não precisarão convocar nossa assembleia com 48h de antecedência.

Há meses os servidores denunciam péssimas condições de trabalho, falta de insumos e materiais. Na última semana os trabalhadores do SAMU divulgaram uma carta aberta à população e ao Conselho Estadual de Saúde demonstrando as condições em que trabalham, que colocam em risco suas vidas e também a dos usuários (cliqueaqui para ler).

Os servidores do MT Hemocentro, que já foi referência no trabalho hemoterápico, também denunciaram a falta de materiais e insumos ao Conselho Estadual de Saúde, em reunião realizada no dia 1 de agosto.

 

Marcos Lopes/HiperNotícias

Em agosto, servidores protestaram na audiência de apresentação do Hospital Infantil, que será gerido por Parceria público-privada

 

 

Nesta mesma reunião do Conselho, o próprio secretário de Saúde, Vander Fernandes, admitiu publicamente que há verba parada, que ele não “consegue” mexer, devido à burocracia da política estadual. Este foi mais um ponto debatido pelos servidores na Assembleia.

Outra denúncia dos servidores é a de que estariam recebendo retaliações devido às recentes manifestações públicas.

Os servidores lembraram que no ano passado, quando o governo conseguiu aprovar o “novo modelo de gestão da saúde”, isto é, a implantação das OSS no Estado, por meio da Resolução 007, ninguém sabia ainda do que se tratava.

A assessora jurídica do Sisma/MT, Ana Lúcia Ricarte, explicou que as OSS’s são mesmo entidades difíceis de definir. “É uma coisa nova, difícil até para tratar juridicamente, caso precise entrar com alguma ação, algum processo”. Além disso, afirmou que as Organizações Sociais do interior já sujeitam os trabalhadores a baixos salários, contratando dois funcionários pelo valor de um.

O Sindicato também se comprometeu, por indicação da presidente Alzita Ormond, que não esteve presente na assembleia porque está cumprindo agenda em outro estado, a brigar pela inclusão de pauta no Conselho Estadual de Saúde referente a Resolução 007/2011, com o intuito de revogá-la.

(Com informações da Assessoria)

 


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