Servidores do MPU em MT aderem ao movimento nacional

24/08/2012 09:11

 

Categoria alega que salários estão defasados há seis anos

 

Thiago Bergamasco/MidiaNews

 

Sede do Ministério Público Federal, em Mato Grosso, no bairro Quilombo

Escrito:Por LISLAINE DOS ANJOS
Fonte:Mídia News

Servidores dos Ministérios Públicos Federal e do Trabalho, ligados ao Ministério Público da União (MPU), estão de braços cruzados em Mato Grosso, desde o último dia 15.

Em Mato Grosso, estão em greve os servidores das Procuradorias da República de Cuiabá, Cáceres e Sinop, bem como os servidores do MPT de Cuiabá, Água Boa, Sinop, Alta Floresta e Rondonópolis.

Na Capital, de acordo com o movimento grevista, mais de 65% dos servidores do MPF já aderiram à greve, bem como 55% dos funcionários do MPT.

As categorias afirmam que o ato de paralisação dos serviços vai além de uma reivindicação por melhores condições salariais, e buscam melhorar os serviços prestados pelos órgãos à população, bem como evitar o sucateamento das instituições.

“Nós queremos evitar esse sucateamento. Por isso defendemos a autonomia orçamentária e a valorização das carreiras dos servidores e membros do Ministério Público”, afirmou o servidor Gustavo Neves, membro da Comissão de Mobilização da Greve do MPF.

De acordo com Neves, a classe busca reposição salarial, uma vez que a remuneração estaria defasada em seis anos, sem reposição inflacionária.

“O último reajuste foi concedido há seis anos e foi baseado na tabela de 2004. Ou seja, estamos com o salário defasado há oito anos”, argumentou.

Os servidores reclamam que funcionários do executivo e legislativo, com carreiras análogas às deles, chegam a ganhar salários até três vezes maiores.

Segundo Neves, atualmente, técnicos administrativos começam suas carreiras no Ministério Público ganhando aproximadamente R$ 4 mil, enquanto analistas recebem remuneração inicial de R$ 6 mil.
O servidor alega que a categoria espera com o movimento, pelo menos, garantir um aumento de 40%, valor referente à reposição inflacionária e que teria sido perdido ao longo dos últimos anos.

Valorização da carreira

A categoria pede ainda pela agilização na votação e aprovação, na Câmara dos Deputados, de um dos dois projetos referentes às carreiras dos servidores do MPU que tramitam na casa há anos.

Um deles, PL 6697/2009, propõe um aumento linear de 56% para todos, enquanto o segundo, PL 2199/2011, prevê a divisão da carreira em 13 níveis, com aumentos graduais e evitando “supersalários”.

A preferência de grande parte dos servidores, segundo Neves, é pelo segundo projeto de lei, por enxergarem uma valorização maior da carreira.

Prestação de serviços

Segundo Neves, serviços essenciais foram mantidos internamente e o atendimento à população continua sendo prestado pelos funcionários que estão trabalhando nas instituições. Porém, os processos considerados não prioritários, ficarão “estacionados” até o fim da greve.

Manifestação

Está marcada para a próxima terça-feira (28) a realização de um ato público na Capital, envolvendo todos os servidores federais em greve. A manifestação irá acontecer na Praça Ulisses Guimarães, localizada em frente ao Shopping Pantanal, das 8h às 11h.


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