Trabalhadores de prestadoras de serviço entram em greve

18/07/2012 08:05

Futor:Welington Sabino / Fonte:GD

 

 

Trabalhadores de 5 empresas prestadoras de serviço para a Centrais Elétricas Matogrossense - Rede Cemat- deflagraram greve por tempo indeterminado nesta segunda-feira (16). Alegam que a paralisação definida em assembleia da categoria foi motivada pelo fato das empresas Enecol Engenharia e Eletricidade, Endicon Engenharia, Líder Construções Elétricas, Reluz Serviços Elétricos e Sociedade de Terceirização de Serviços (STS) se recusarem a renovar o Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) e, no caso da Reluz, a empresa não quer celebrar o primeiro acordo.

Nesta terça-feira (17) foi realizada audiência de conciliação entre os empregados e as empresas no Tribunal Regional do Trabalho (TRT) da 23ª Região. Mas não houve consenso e o encontro presidido pelo desembargador Roberto Benatar fracassou. Participaram da audiência, diretores do Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias Urbanas do Estado de Mato Grosso (Stiu-MT) e os representantes das empresas com seus advogados.

Como opção pela greve foi tomada em assembleias realizadas pelos trabalhadores em junho, as empresas ajuizaram ação cautelar para suspender a paralisação das atividades e conseguiram decisão parcialmente favorável. Em despacho proferido na última quinta-feira (12), o presidente do TRT/MT, desembargador Tarcísio Valente, determinou que os funcionários mantivessem em atividade 70% de todos os setores das empresas, sob pena de multa diária de R$ 5 mil. 
Foi exigido que as empresas e o sindicato apresentassem a relação dos empregados no prazo de 48h. Conforme o TRT, o processo será agora distribuído para um relator, prosseguindo-se a instrução processual.

Na contestação ao pedido, o Stiu esclareceu ao presidente do TRT que somente as empresas possuem a relação completa dos trabalhadores, visto que o sindicato dispõe somente da lista dos associados. “Em nota, a direção do Stiu diz que “alertou e os trabalhadores estão conscientes de que a Convenção Coletiva de Trabalho é uma manobra para ludibriar e retirar os direitos conquistados. O objetivo das empresas terceirizadas é, exclusivamente, saciar a ganância pelo lucro cada vez maior, massacrando os trabalhadores com a retirada dos direitos conquistados, o que contribuirá para precarizar ainda mais suas condições de vida e trabalho”, diz parte do comunicado.

Mais greve

Trabalhadores da Eletrobras/Eletronorte - Regional Mato Grosso, reunidos em assembleias extraordinárias na última sexta-feira (13) também deliberaram por paralisar as atividades por tempo indeterminado a partir de segunda-feira (16). Dizem que foi uma forma de protesto pela falta de avanço, por parte da empresa, nas negociações para a celebração do Acordo Coletivo de Trabalho 2012/2013 - Pauta Nacional. Em comunicado, os trabalhadores informam que os serviços essenciais serão mantidos observando-se o que preceitua a lei de greve.

Outro lado

As empresas prestadoras de serviço alegam que se encontra em vigor a Convenção Coletiva de Trabalho, por este motivo não têm interesse em renovar o acordo coletivo 2011/2012. Também ajuizaram ação cautelar para suspender a greve.

Rede Cemat informou que não vai se posicionar sobre a greve, pois entende que o assunto diz respeito às empresas que são terceirizadas. Informou, por meio da assessoria de imprensa, que o atendimento aos clientes está normalizado, uma vez que a empresa está remanejando equipes e utilizando pessoal próprio para substituir os grevistas prestadores de serviço.

 


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