Travesti e comparsa pegam 25 anos de prisão por morte de empresário

22/11/2011 09:37
 
 

Fonte:O Documento

O Juízo da Sexta Vara Criminal da Comarca de Várzea Grande condenou a 25 anos de reclusão, em regime inicial fechado, Huanderson Barbosa Moura, conhecido como “Sandy”, e Rômulo Victor Cardoso de Melo, pelo latrocínio praticado em desfavor do empresário Martim Dabul Pompeo de Barros, ocorrido em 27 de abril de 2011. A sentença foi proferida nesta segunda-feira (21 de novembro). Clique aqui para ter acesso ao inteiro teor.

Huanderson atuava como travesti na região do Posto Zero, em Várzea Grande. Segundo as investigações, após realizar um programa com a vítima, o travesti colocou sonífero na bebida da mesma, chamando seu companheiro, que cometeu o assassinato. Os dois se livraram do corpo e venderiam a caminhonete da vítima, pelo valor de R$ 5 mil, para custear a colocação de próteses de silicone no primeiro acusado. Eles ainda foram condenados a pena de 10 dias-multa, no valor de 1/30 do maior salário mínimo vigente à época dos fatos.

O oferecimento de denúncia se deu em 7 de junho de 2011. A materialidade do crime foi constatada pelo inquérito policial, boletim de ocorrência, auto de exibição e apreensão, laudo pericial de necropsia da vítima, termo de apreensão, termo de entrega, auto de reconhecimento de cadáver, auto de avaliação, bem como pelos depoimentos das testemunhas em juízo.

O Juízo que analisou o caso entendeu que Huanderson serviu de isca para executar o crime, uma vez que marcou o encontro com a vítima, no dia anterior ao assassinato, caracterizando a premeditação, o que elevou a censura do crime. Foi comprovado ainda que a vítima dormiu após ingerir sonífero colocado em sua bebida pelo acusado, que, na sequência, chamou seu companheiro para a consumação do crime.

O segundo acusado, Rômulo, foi considerado executor primordial do crime, com dolo intenso e exacerbado, pois se aproveitou do estado adormecido da vítima para sufocá-la e ainda desferiu socos, sendo ainda que o acusado colocou a vítima no carro e jogou o corpo em uma vala de aproximadamente dois metros de profundidade, retirando-a do carro com agressividade, o que fez com que ela batesse a cabeça no chão, conforme perícia realizada, ato que contribuiu para o resultante morte.

Sobre o acusado Marcos Antônio da Paixão, foi sustentada a prática de roubo majorado pelo concurso de pessoas, já que este venderia o carro produto do latrocínio. Ele foi condenado a cinco anos e quatro meses de reclusão, além dos 10 dias-multa no valor de 1/30 do salário mínimo vigente à época dos fatos. Marcos Antônio será monitorado e poderá recorrer em liberdade.

A polícia elucidou o caso utilizando informações do sistema de rastreamento veicular da caminhonete da vítima, que apontou que o carro ficou parado por duas horas em um motel, informando ainda todo percurso feito para se livrarem do corpo, até a parada em frente à casa dos acusados.

 


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