Troca de tiros revela despreparo

02/04/2012 08:40

 

Ambos estão afastados de suas funções, desde a ocorrência, na última segunda-feira (26)

 

MidiaNews

 

Desentendimento entre agente federal e servidor do Estado, por pouco, não causa tragédia na Av. do CPA

Autor:LISLAINE DOS ANJOS
Fonte:Mídia News

Um tiroteio entre um policial federal e um papiloscopista da Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec), na noite de segunda-feira (26), em plena Avenida do CPA, movimentou a semana e dividiu a opinião pública. 

As causas reais do incidente - que, por pouco, não provoca uma tragédia, numa das mais movimentadas vias de escoamento do trânsito na Capital - não foram ainda esclarecidas, mas, num primeiro momento, revela que houve despreparo de ambas as partes.

O técnico da Politec, Fabrício Francisco Costa Leite, de 51 anos, e o agente federal Walter Sebastião Piovan, 40, foram afastados dos cargos que ocupam e respondem a processos administrativos, que estão sendo conduzidos pelas corregedorias das duas instituições. 

Segundo informações da Secretaria de Estado de Segurança Pública (Sesp), pasta à qual a Politec é vinculada, o técnico ficará sem exercer suas funções enquanto durarem as investigações internas do órgão. 

No dia em ocorreu a troca de tiros, o papiloscopista já não estava em atividade, pois está de licença-prêmio. 

Já o agente federal está trabalhando em funções administrativas, no Núcleo de Análise da Polícia Federal, na própria Avenida do CPA. 

Quando da autuação em flagrante, ambos alegaram ao delegado plantonista, em depoimento, que tudo começou com uma discussão de trânsito. 

Inicialmente, eles iriam responder apenas por disparo de arma de fogo. Como se trata de um crime afiançável, cada um pagou R$ 622 e foram liberados em seguida. As armas dos dois envolvidos foram apreendidas para exames de balística. 

Na última quarta-feira (28), a Polícia Judiciária Civil (PJC) afirmou que ambos serão indiciados por tentativa de homicídio, mesmo que ninguém tenha sido ferido. A informação foi dada pelo delegado Laudeval de Freitas, que espera apenas a conclusão do laudo da perícia feita no local do crime, que vai indicar as trajetórias dos disparos. 

Caso o Ministério Público Estadual (MPE) aceite a denúncia, os dois serão julgados por Júri Popular. 

O caso 

Fabrício Leite, que dirigia uma caminhonete S-10 preta, foi acusado no depoimento do policial federal, que dirigia um Fox de cor branca, de ter “furado” o sinal vermelho, no cruzamento da Avenida Prainha com a Avenida Mato Grosso. 

De acordo com o papiloscopista, ao chegar próximo ao prédio da Superintendência da Polícia Federal, Piovan teria parado o carro e desceu atirando contra ele. A caminhonete ficou com marcas das balas calibre 9mm disparadas por Piovan, que não teve seu veículo danificado. O técnico da Politec ficou com o rosto cortado por estilhaços de vidro da caminhonete. 

Em depoimento dado na Polícia Federal, Piovan afirmou ter sido perseguido por Leite durante todo o trajeto e que, pelas funções que exerce, ficou apreensivo e decidiu estacionar próximo à sede da PF. 

Ele alegou que, então, desceu com a pistola apontada para baixo e se identificou, em uma abordagem policial comum, sendo então recebido a tiros pelo papiloscopista, que portava um revólver calibre 38m. Fabrício Leite não possui porte de arma e o registro do revólver usado por ele está vencido há 13 anos.

De acordo com assessoria da PJC, apenas após o resultado do exame de balística e de depoimentos colhidos ao longo do inquérito policial, será possível definir quem disparou primeiro.


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