Uemura era líder de 'sofisticada' organização, diz Gaeco

13/08/2011 09:25

Entenda o esquema

Da Redação - Lucas Bólico
Armário de fundo falso utilizado por Júlio Uemura para se esconder da polícia Armário de fundo falso utilizado por Júlio Uemura para se esconder da polícia

O empresário Kazutoshi Uemura, popularmente conhecido como Júlio Uemura, preso na tarde da última quinta-feira (11), em Cuiabá, é o líder de uma sofisticada organização criminosa, de acordo com o procurador Paulo Prado, coordenador do Grupo de Atuação de Combate ao Crime Organizado (Gaeco). Os golpes da quadrilha de Uemura já teriam lesado vítimas em um montante superior a R$ 2 milhões em outros estados.

Denúncia do Ministério Público do Espirito Santo, assinada pela promotora Adriana Dias Paes Ristori Cotta, classifica a estrutura montada pelo empresário como “bando”. Nas costas do homem apontado como líder de uma máfia do setor hortifrutigranjeiro, preso escondido em um armário em seu estabelecimento na última semana, caem diversas acusações, como, por exemplo, estelionato, formação de quadrilha e lavagem de dinheiro.

Entenda o esquema

Utilizando testas-de-ferro e empresas “laranja”, o empresário adquiria produtos em outros estados sem efetuar o pagamento. Obtendo a mercadoria ‘gratuitamente’, Uemura podia revendê-los a preços bem abaixo do mercado. Ao passo que dilapidava o patrimônio das vítimas fora de Mato Grosso, a prática aniquilava a livre concorrência entre os demais comerciantes do estado.

De acordo com o MP, Rene dos Santos Oliveira, parceiro do empresário, se apresentava às vítimas como Claudio, representante da falsa empresa “Canadá Comércio Alimentícios LTDA, Sewal Hortifruti LTDA”. Rene passava à vítima o contato de Fabio Bravim, a fim de que este provasse sua idoneidade financeira. As primeiras compras eram pagas religiosamente para ganhar a confiança das vítimas. Uma vez a teia armada, vinha o golpe.

Grandes quantias eram adquiridas por ‘Claudio’ em nome da empresa ‘Canadá’, no entanto a entrega era feita no complexo hortifrutigranjeiro de Uemura, localizado no Bairro Porto em Cuiabá. Além de não receber o pagamento, as vítimas não tinham nem rastro dos golpistas.

Inquérito policial instaurado em Venda Nova do Imigrante, região serrana do Espírito Santo, aponta que os prejuízos causados às vítimas José Maria Fassarela, Gerson Cesconetto, Vanderlei Cesconetti e Ednaldo Bermond ultrapassam o montante de R$ 2 milhões.

Preso na quinta-feira sob o argumento de que põe em risco a ordem pública e a ordem econômica, o empresário foi transferido para Venda Nova do Imigrante na sexta-feira (12). Uemura já havia sido preso pelo Gaeco em 2009, em decorrência da Operação Gafanhoto.

De acordo com o Ministério Público, o processo que diz respeito à operação está em posse do Tribunal de Justiça, que deverá optar por dividi-lo em duas partes ou não, uma vez que um dos envolvidos, o deputado estadual Walter Rabelo (PP), tem foro privilegiado. O parlamentar é acusado de exploração de prestígio.

Fonte:OlharDireto


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