Veneno é comercializado em prateleira de grande supermercado em MT

27/07/2012 08:58

Autor:Mauricio Cruvinel | Fonte: 24 Horas News

 

Um grande supermercado na cidade de Tapurah, no Norte de Mato Grosso,  estava comercializando em prateleira produtos, cujo principio ativo é de venda proibida. Cerca de 40 caixas do produto “Tiro e Queda”, que estavam expostas para venda e foram apreendidas numa operação conjunta de fiscalização da Polícia Civil, Instituto de Defesa Agropecuária (Indea) e Vigilância Sanitária, nesta quinta- feira, 26. A ação abrangeu8 ainda casas agropecuárias .

A  Vigilância Sanitária apontou diversas irregularidades no produto, desde sua embalagem, instruções de uso e a falta de informações quando ao alto nível de toxidade. Além disso, o registro na Anvisa constante no rótulo e o CNPJ da Empresa produtora não possuem validade.  O estabelecimento comercial foi autuado e ainda vai responder procedimento criminal. 

Nos últimos meses, segundo o delegado Luis Henrique de Oliveira,  foi observado um aumento da mortandade de animais domésticos, os quais acabaram se contaminando após aplicação nas residências. O delegado citou o caso de um morador que aplicou o veneno em um pedaço de pão, que além de matar o rato, o pão foi ingerido por alguns passarinhos, os quais caíram mortos no interior de um canil. Dois cães comeram o passarinho morto e acabaram contaminados e também morreram. No caso, os sintomas indicam que foi administrado o veneno conhecido como “estriquinina”.

A representante do Indea, Denide Guimarães, a toxidade é tão grande que as mortes podem ocorrer até o sétimo nível, sendo que no caso do aldicarb (Chumbinho) nem sequer existe antídoto. O órgão registrou vários vários os casos de morte acidental provocada por venenos proibidos, especialmente de crianças. Um dos casos aconteceu em 2011, na cidade de Itanhangá (475 km  ao Norte da Capital), onde um homem foi assassinado pela mulher, após beber um chá contaminado com “chumbinho”.

Entre os principais produtos proibidos pela legislação estão os componentes estriquinina, organofosforados, carbamato, monofluocloreto de sódio, apresentando-se no comércio com os nomes Chumbinho, Era Rato, Tiro e Queda, 1000 Gatos, entre outros. 

Luiz Henrique explicou, a responsabilização de quem comercializa esses produtos está prevista na legislação de agrotóxicos e o crime contra o consumidor. “Que é justamente a venda de um produto nocivo à saúde sem as corretas instruções de uso. Na verdade este produto nem poderia estar sendo vendido”, afirmou.


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