Vereador fez 1.119 votos e fica fora pelo Coeficiente eleitoral

11/10/2012 07:50

 

Arthur Mohr (PR) foi o segundo mais votado, mas não assume por falta de Coeficiente

 

Fonte:Clique F5    Escrito:Por Janine de Oliveira
 

CANDIDATO Mohr não foi eleito por cálculos do coeficiente

O assunto foi motivo de debate ontem, segunda-feira (08), um dia após a apuração da eleição municipal. 
Em Primavera do Leste, especificamente, as explicações com relação ao quociente eleitoral, ficaram em torno da expressiva votação do ex-secretário de Saúde, Arthur Mohr (PR), que foi o segundo candidato com maior número de votos, 1.119 percentual de 3.72 e não foi eleito. E outro caso chamou a atenção que justamente o candidato eleito com o menor número de votos, 434 (1,34%), Manoel Messias Nogueira (PSD) será vereador em 2013, justamente pelo mesmo motivo. Cabe destacar que o candidato Carlos Instrutor (PSD), obteve o mesmo total de votos que Messias (434), e no critério de desempate a idade foi utilizada para determinar quem ficava com a vaga.
De acordo com o juiz Eleitoral da 40ª Zona, João Thiago Guerra, “os eleitores precisam entender que os votos não pertencem ao candidato, mas ao partido e a coligação” - explica.
O eleitor que diz que não vota no partido, mas sim no candidato pode estar cometendo um erro. É que cada voto do candidato é somado aos recebidos pelos demais candidatos do partido, pela legenda e coligação. 


O Coeficiente eleitoral é calculado a partir da soma de todos os votos válidos excluindo brancos e nulos dividido pelo número de cadeiras a serem preenchidas. Exemplo: se existem dez cadeiras a serem preenchidas e o total de votos válidos for igual a 100 mil, o coeficiente eleitoral será de 10 mil votos. Ou seja, cada 10 mil votos que o partido/coligação obtiver elegerá um vereador. Mesmo que os primeiros colocados tiverem recebido menos de 10 mil votos. Se o quociente for 10 mil votos e a soma de todos os votos recebidos pelo partido for de 20 mil, serão eleitos dois vereadores.


A Câmara de Vereadores de Primavera do Leste tem 15 cadeiras, nessa eleição. O total de votos válidos neste ano foi de 30.055, esse número dividido pelo total de vagas, dá como coeficiente eleitoral 2.003 votos. Isso quer dizer que a cada 2 mil votos a legenda terá direito a uma vaga no Legislativo.
Os votos também influenciam neste cálculo. Como o quociente é determinado pelo total de votos válidos, os partidos tendem a se beneficiar caso o número de votos nulos seja maior, e esse é um dos motivos para os partidos não se posicionarem contra o voto nulo é que quanto mais votos nulos, menor será o coeficiente eleitoral.


Quando um candidato atinge o coeficiente eleitoral, os votos que sobram são distribuídos entre os demais do partido/coligação até que atinjam o número para entrar no Legislativo. “Somente poderemos saber qual será o coeficiente após ter quase toda a apuração finalizada” - explica o juiz.
No entanto, esse cálculo parece injusto para a população que na maioria acredita que o vereador deva ser eleito pelo número de votos.


Mas já existe uma proposta de autoria do deputado Federal Valtenir Pereira (PSB/MT), para que seja excluído o sistema que leva em conta o coeficiente eleitoral para fins de composição de cargos para as chapas proporcionais. A proposta foi feita da Câmara Federal que debate a Reforma Política. 
“Proponho a retirada do coeficiente eleitoral para fins de clausura de barreira. Desta forma é possível acabar com a equação feita atualmente para composição dos cargos. A proposta reorganiza os eleitos em ordem de números de voto. O sistema atual exclui as minorias e os partidos menores do poder político” - argumentou.


Pereira acredita que o coeficiente beneficia apenas os grandes partidos e permite que muitos candidatos sejam eleitos de carona com número de votos inferior ao de outros que disputam cargos e que ficam de fora por estarem em partidos menores.

 


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