Wagner Rossi pede demissão do Ministério da Agricultura

18/08/2011 09:17

 

Alvo de denúncias, ministro é o quarto a deixar o governo Dilma

 

Wagner Rossi

As denúncias já haviam provocado a troca do número 2 da pasta; em carta, Rossi culpa parte da imprensa

 
 
Apesar de o PMDB ter firmado um acordo para que a presidente Dilma Rousseff não tirasse Wagner Rossi (PMDB) do comando do Ministério da Agricultura, o ministro entregou ao governo, no início da noite desta quarta-feira (17), uma carta pedindo demissão do cargo.


De acordo com uma fonte do Palácio do Planalto, a presidente Dilma já aceitou o pedido de demissão. Ainda não foi divulgado, porém, quem deve substituir Rossi no ministério. Ele é o quatro ministro a deixar o governo desde o início do ano.

Indicado pelo vice-presidente Michel Temer (PMDB) para comandar a pasta, Rossi viu seu nome envolvido em denúncias de corrupção na pasta nas últimas denúncias.

Pelo acordo, Dilma manteria Rossi no cargo, mas, em contrapartida, faria uma “faxina” nos cargos hoje ocupados por amigos do peemedebista. Ao menos 12pessoas que ocupam cargos na Agricultura, por indicação política e amizade com Rossi, que estão na mira da presidente e devem ser substituídos por nomes técnicos.

Uma das primeiras denúncias contra Rossi foi feita pelo Oscar Jucá Neto, ex-diretor da Conab (Companhia Nacional de Abastecimento) e irmão do senador Romero Jucá (PMDB-RR), que denunciou a venda de terrenos do governo abaixo do preço de mercado a aliados. Demitido do cargo, ele disse à revista Veja que Rossi chegou a oferecer propina em troca de silêncio sobre episódios de corrupção na pasta.

Outra reportagem da revista Veja apontou que o ex-secretário-executivo da pasta, Milton Ortolan – número dois da pasta – teria "liberado" a ação de um lobista no ministério da Agricultura. Segundo a reportagem, Júlio Fróes, o suposto lobista, teria, inclusive, acesso a uma entrada privativa e a uma sala com computador, telefone e secretária no edifício do ministério. A reportagem motivou Ortolan a pedir demissão.

Ambas as denúncias foram negadas por Rossi, que pediu à CGU (Controladoria-Geral da União) que apurassem os casos.

Fonte:R7

 


Crie um site com

  • Totalmente GRÁTIS
  • Design profissional
  • Criação super fácil

Este site foi criado com Webnode. Crie o seu de graça agora!